Pelé vai leiloar dois mil objetos da carreira

quinta-feira, 10 de março de 2016 12:01 BRT
 

Por Jill Serjeant

(Reuters) - O tricampeão mundial Pelé irá leiloar dois mil objetos, incluindo as três medalhas que ganhou em Copas do Mundo e uma réplica da taça Jules Rimet que pode chegar a um milhão de dólares, comunicaram os leiloeiros nesta quinta-feira.

O ex-jogador também está vendendo a bola de seu milésimo gol, além de camisas que usou no Santos e no New York Cosmos. É a primeira vez que o antigo craque põe à venda objetos emblemáticos de sua carreira, informou a casa de leilões Julien's Auctions.

"Ele é um tremendo ícone, e um grande embaixador do futebol", disse Martin Nolan, diretor-executivo da casa sediada em Beverly Hills, na Califórnia, à Reuters.

O leilão de três dias irá acontecer em Londres entre 7 e 9 de junho e será precedido de uma exibição pública a partir de 1o de junho.

Em 1958, aos 17 anos, Pelé se tornou a pessoa mais jovem a jogar e marcar gols em uma final de Copa do Mundo. Ele ajudou o Brasil a conquistar ainda os Mundiais de 1962 e 1970, e está no Livro Guinness de Recordes pelos 1.283 mil gols de sua carreira.

Hoje com 75 anos, e depois de passar por cirurgias no quadril e na próstata, Pelé disse que, tendo doado a maior parte de sua coleção à cidade de Santos, "decidi dar aos torcedores e colecionadores a chance de terem um pedaço da minha história também. Espero que eles valorizem estes artefatos e compartilhem minha história com seus filhos e com as gerações futuras".

Ele contou que uma parte da renda será doada ao hospital infantil Pequeno Príncipe, em Curitiba.

O principal item do leilão é uma réplica da taça Jules Rimet criada especialmente para Pelé pela Fifa e pelo governo mexicano depois que o jogador levou a seleção brasileira à conquista de sua terceira Copa no México em 1970. A taça tem uma inscrição das suas três vitórias em Mundiais.   Continuação...

 
Camisa que Pelé usou durante a temporada que defendeu o New York Cosmos.   08/03/2016    REUTERS/Julien's Auctions/Handout via Reuters