Ainda ampliando limites, Rolling Stones abre o seu mundo aos fãs

segunda-feira, 4 de abril de 2016 18:27 BRT
 

Por Francis Maguire e Marie-Louise Gumuchian

LONDRES (Reuters) - Depois de mais de 50 anos de rock, os Rolling Stones ainda estão ampliando os seus limites, com a primeira exposição de centenas de itens da longa carreira da banda, dos trajes de Mick Jagger às guitarras de Keith Richards.

Promovida como “a primeira grande exposição do grupo e a maior exibição itinerante desse tipo já montada”, “Exhibiotionism” (exibicionismo) abre o mundo dos Stones para os fãs, dos primeiros dias sem muito dinheiro dividindo um apartamento precário em Londres, em 1962, aos bastidores dos seus shows de vários milhões de dólares.

Instrumentos como as guitarras tocadas por Richards e Ronnie Wood e a bateria de Charlie Watts estão à mostra na Galeria Saatchi de Londres, junto com caderno de letras de Jagger.

Em preparação por cerca de três anos, a exposição tem mais de 500 itens dos arquivos da banda.

"Obviamente isso não é infinito, mas ainda continua, e nós estamos tentando fazer coisas que nunca foram feitas”, disse Jagger, 72 anos, à Reuters em entrevista. “Eu não acho que já houve alguma coisa como essa (exibição) antes. Quero dizer, eu não sei, eu acho que não. Então, você sabe, ainda tentando ampliar os limites um pouco.”

Uma exposição similar dedicada à carreira de David Bowie abriu em Londres em 2013, atraindo um público enorme. Bowie morreu em janeiro aos 69 anos.

Para aqueles que ainda não viram os Stones ao vivo, uma reprodução dos bastidores do concerto, com mesa de maquiagem, instruções de áudio, guitarras, leva a uma experiência 3D da banda no palco.

A exposição também recria o bagunçado apartamento de Londres, com pilhas de pratos sujos e camas desarrumadas, que Richards e Jagger dividiam com Brian Jones, fundador da banda já morto.

"É uma incrível jornada pela sua própria vida. Para mim, é de certa forma muito emotivo”, afirmou Richards à Reuters.

 
Integrantes dos Rolling Stones chegam a evento sobre exposição em Londres. 4/4/2016. REUTERS/Luke MacGregor