6 de Abril de 2016 / às 22:35 / um ano atrás

ESTREIA-“Invasão a Londres” é filme-catástrofe com pano de fundo político

Cast member Gerard Butler poses at the premiere of the movie "London Has Fallen" at the ArcLight Cinerama Dome in Los Angeles, California March 1, 2016.Mario Anzuoni

SÃO PAULO (Reuters) - “Invasão a Londres”, do iraniano Babak Najafi, é, basicamente, a reedição do seu antecessor, “Invasão à Casa Branca” (2013), num outro cenário.

A premissa islamofóbica é ligeiramente diferente, mas os resultados são invariavelmente e previsivelmente os mesmos, com o segurança salvando o presidente dos Estados Unidos, que, por sua vez, salva o mundo.

Enquanto isso, Morgan Freeman ganha um dinheiro fácil como vice-presidente dos EUA, cuja função é olhar consternadamente para uma televisão.

O filme original, dirigido por Antoine Fuqua, tinha expectativas zero, orçamento baixo e fez uma bilheteria decente. O fato deste diretor ser mais competente com cenas de ação do que Najafi pode ser um caminho para explicar o sucesso.

Enquanto aquele filme se apoiava em termos de seu humor e sua ideia - que, basicamente, é uma cópia de “Duro de Matar” -, este aqui investe em sua seriedade e xenofobia.

Londres é um cenário atrativo para filmes-catástrofe, e o longa não hesita em pacientemente mostrar a destruição dos principais pontos turísticos da cidade.

Porém, a polícia e o governo locais são incompetentes e corruptos demais para lidar com o problema. Some-se a presença de figuras importantes do mundo todo na capital inglesa por conta do funeral de um político.

A diretora do Serviço Secreto (Angela Basset) avisa o presidente dos EUA, Benjamin Asher (Aaron Eckhart), de que não é seguro ele viajar para lá de última hora, sem um forte esquema de segurança armado. Ainda assim, ele insiste e confia no seu guarda-costas pessoal, Mike Banning (Gerard Butler).

Em “Invasão à Casa Branca”, os inimigos eram os norte-coreanos. Aqui, porém, um traficante de armas paquistanês (Alon Moni Aboutboul) é quem promete vingar-se de todo o Ocidente por causa de um ataque de drone – mostrado na abertura do filme.

A vingança inclui, então, não apenas destruir Londres como matar civis e representantes de diversas nações que estão reunidos na Catedral de São Paulo para a cerimônia fúnebre.

É preciso uma grande dose de boa vontade para dizer que “Invasão a Londres” está em sintonia com o cenário político do presente – no caso, fazendo relação com recentes ataques terroristas na Europa.

Mas a verdade é que o filme não tem interesse nesse campo – apenas usa isso como pretexto para cenas de ação e tiroteios. Quanto aos ataques, foi mais uma questão de coincidência do que sincronia com o presente.

Ainda assim, dependendo de seu sucesso, Butler, Eckhart e Freeman têm em mãos uma franquia com potencial de garantir trabalho por muitos anos.

(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

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