Tribunal da Austrália libera esposa de Johnny Depp após admissão de falsificação de documentos

segunda-feira, 18 de abril de 2016 14:07 BRT
 

Por Byron Kaye

SYDNEY (Reuters) - Um tribunal da Austrália liberou nesta segunda-feira a esposa de Johnny Depp de uma punição com uma promessa de bom comportamento depois que ela confessou ter falsificado documentos para levar dois cachorros de estimação para o país.

Depp acompanhou sua esposa, a atriz Amber Heard, à audiência na corte lotada da magistratura de Southport, próxima de onde ele vinha filmando uma sequência da franquia de filmes "Piratas do Caribe" quando o escândalo estourou no ano passado.

Pondo fim ao que a mídia australiana apelidou humoristicamente como "a guerra ao terrier", o magistrado decidiu não punir Amber, mas emitiu uma ordem formal para que ela fique longe de confusões durante um mês ou pague uma multa de mil dólares australianos.

Amber, de 29 anos, enfrentou acusações de importação ilegal de animais depois que as autoridades acusaram o casal de levar os cães Pistol e Boo, dois yorkshire terriers, de avião ao país sem realizar os procedimentos adequados de quarentena.

Mas nesta segunda-feira a corte soube que os promotores estaduais concordaram em retirar as acusações por Amber ter se declarado culpada da acusação mais branda de mentir em um formulário de embarque quando entrou no país para visitar Depp no set de filmagens no ano passado.

Para o casal de estrelas se trata de um desfecho tranquilizador, e nesse sentido nada hollywoodiano, levando-se em conta as leis notoriamente severas da Austrália no tocante a quarentenas.

As acusações originais contra Amber implicariam em uma pena de prisão de até 10 anos e uma multa de 10 mil dólares australianos.

O veredicto também pôs fim a um improvável conflito diplomático entre o par e o vice-primeiro-ministro australiano, Barnaby Joyce, que na condição de ministro da Agricultura ameaçou sacrificar os cães se Depp e Amber não os retirassem.   Continuação...

 
Amber Heard e Johnny Depp deixando tribunal na Austrália.    18/04/2016      REUTERS/Dave Hunt/AAP