22 de Maio de 2016 / às 20:37 / um ano atrás

Ken Loach vence a Palma de Ouro em Cannes pela segunda vez, com "Eu, Daniel Blake"

CANNES, França (Reuters) - O veterano diretor britânico Ken Loach conquistou sua segunda Palma de Ouro no Festival de Cannes com “Eu, Daniel Blake”, seu mais recente drama, que venceu o prêmio de melhor filme neste domingo.

Loach, de 79 anos, é apenas um dos nove diretores que venceram o prêmio máximo em Cannes duas vezes. Loach ganhara antes em 2006 com “Ventos da Liberdade.”

Em discurso em francês no Grand Théâtre des Lumières, Loach disse: “Obrigado à equipe, ao roteirista (Paul Laverty), à produtora (Rebecca O‘Brien) e a todos os outros.”

“Obrigado também a todos os trabalhadores do Festival de Cannes que fazem este evento possível.”

Mudando do francês para o inglês, Loach disse que achou muito estranho receber um prêmio num ambiente de tanta riqueza e classe, dadas as condições miseráveis ​​de vida das pessoas que inspiraram seu filme.

“Quando existe desespero, as pessoas da extrema-direita tiram proveito”, disse Loach. “Devemos dizer que outro mundo é possível e necessário.”

“Eu, Daniel Blake” mostra como o sistema de previdência social da Grã-Bretanha conspira para conduzir um carpinteiro oprimido e uma mãe solteira de dois filhos à pobreza na cidade Newcastle, no nordeste do país.

O filme iraniano “Forushande” (O Vendedor), de Asghar Farhadi, recebeu dois prêmios, o de Melhor Roteiro e o de Melhor Ator, dado a Shahab Hosseini.

Já o diretor canadense Xavier Dolan, que ganhou o prêmio especial do júri com “Mommy”, em 2014, recebeu o Grand Prix por seu “Juste la Fin du Monde” (É Apenas o Fim do Mundo).

O prêmio do júri desta edição foi para “American Honey”, da diretora britânica Andrea Arnold, enquanto Olivier Assays, diretor de “Personal Shopper” e Cristian Mungiu, que fez “Bacalaureat” (Graduation) empataram na decisão de Melhor Diretor.

Jaclyn Jose ganhou Melhor Atriz por seu papel em “Ma’ Rosa”, um filme brutal sobre o submundo de Manilla, nas Filipinas, sob direção de Brillante Mendoza.

A maior surpresa, no entanto, foi o fato da comédia dramática alemã “Toni Erdmann”, dirigido por Maren Ade, não ganhar nenhum prêmio apesar de ter sido aclamada pela crítica e pelo público em geral.

O júri foi presidido pelo diretor australiano George Miller.

Jean-Pierre Léaud, um dos rostos mais famosos da Nouvelle Vague francesa, recebeu a Palma de Ouro Honorária, um prêmio por tudo o que representou.

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