Milhares se reúnem para homenagear Muhammad Ali em funeral muçulmano

quinta-feira, 9 de junho de 2016 15:45 BRT
 

Por Steve Bittenbender

LOUISVILLE, Kentucky (Reuters) - Milhares de pessoas de todas as raças e credos se reuniram nesta quinta-feira para uma cerimônia fúnebre muçulmana em Louisville, cidade-natal de Muhammad Ali no Estado norte-americano de Kentucky, para prestar suas homenagens a um homem que lutou dentro dos ringues e buscou a paz fora deles.

O jenazah, que significa funeral em árabe, começou às 12h (13h no horário de Brasília) em um centro de convenções de Freedom Hall, o complexo onde o ex-campeão mundial dos pesos pesados derrotou Willi Besmanoff no dia 29 de novembro de 1961, sua última luta em Louisville. Cerca de 14 mil pessoas devem comparecer à cerimônia.

Ali, conhecido por sua destreza como boxeador, seu carisma e seu ativismo político nos turbulentos anos 1960 e 1970, morreu na sexta-feira de uma infecção generalizada em um hospital do Estado do Arizona, aos 74 anos de idade.

O imã Zaid Shakir, fundador da escola de ensinos muçulmanos Zaytuna College em Berkeley, na Califórnia, realizou o serviço fúnebre de meia hora de duração, durante o qual fiéis fizeram orações sobre o caixão de Ali.

Ali e sua família planejaram seu enterro durante 10 anos para ter certeza de que o funeral honraria sua fé muçulmana.

O último adeus ao ídolo irá acontecer na sexta-feira, quando milhares se reunirão para um serviço ecumênico no Centro KFC Yum!. Personalidades ilustres como o ex-presidente norte-americano Bill Clinton, o presidente turco, Tayyip Erdogan, e o comediante Billy Crystal estarão presentes.

Entre as pessoas que compareceram ao funeral desta quinta-feira estava um homem de Bangladesh chamado Mohammad Ali que disse ter viajado aos Estados Unidos para a homenagem, apesar de ter a saúde frágil.

Ele mostrou fotos de seu homônimo famoso visitando sua casa quase 40 anos atrás.   Continuação...

 
Pessoas fotografam caixão com o corpo de Muhammad Ali durante cerimônia de funeral em Lousiville. 09/06/2016 REUTERS/Carlos Barria