Família de Pavarotti pede que Trump pare de usar ária de estrela da ópera em campanha

quinta-feira, 21 de julho de 2016 19:14 BRT
 

ROMA (Reuters) - A família de Luciano Pavarotti afirmou que o falecido cantor italiano de óperas não aprovaria o uso pela campanha do candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, de sua gravação da ária de Giacomo Puccini "Nessun Dorma".

Depois de Rolling Stones, Adele e R.E.M., além de outros artistas, pedirem a Trump que passe de usar suas músicas na campanha, a família de Pavarotti na Itália fez o mesmo pedido, segundo comunicado.

"Como membros de sua família imediata, queremos lembrar que os valores de fraternidade e solidariedade, que Luciano Pavarotti expressou ao longo de sua carreira artística, são inteiramente incompatíveis com a visão de mundo oferecida pelo candidato Donald Trump", afirma o comunicado.

A "Nessun Dorma" tem sido frequentemente tocada em comícios de campanha de Trump.

A performance de Pavarotti na "Nessun Dorma" fez dela a ária de assinatura do tenor, ajudando-o a tornar-se o mais popular cantor de óperas de todos os tempos. Pavarotti morreu por causa de um câncer no pâncreas em 2007, aos 71 anos.

(Reportagem de Steve Schererroma)

 
Pavarotti em show em Buenos Aires
 15/12/1991  REUTERS/Stringer