ENTREVISTA-Cerimônia de abertura da Rio 2016 quebrará tradição de opulência

segunda-feira, 1 de agosto de 2016 20:33 BRT
 

Por Karolos Grohmann

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro na sexta-feira vai romper com a tradição mais recente de eventos grandes e caros, com uma experiência "analógica" e uma pira com baixas emissões de carbono, disse nesta segunda-feira o produtor-executivo Marco Balich.

A quatro dias da abertura da primeira Olimpíada na América do Sul, Balich disse à Reuters que a cerimônia no Maracanã foi feita sob medida para as atuais condições econômicas do país.

"Não é um evento opulento devido à situação no Brasil", disse Balich, que já participou de outras cerimônias nos Jogos, incluindo a dos Jogos de Inverno de Sochi 2014.

O país vive a pior recessão em décadas, e os organizadores dos Jogos vêm se esforçando para fechar as contas e terminar os preparativos e projetos de infraestrutura dias antes do evento mundial começar.

"Não tem a grandiosidade de Pequim, os imensos efeitos especiais de Atenas, a excentricidade e qualidades técnicas de Londres. É uma cerimônia de abertura analógica", disse Balich.

A cerimônia, que deve custar a metade dos 42 milhões de dólares gastos em Londres em 2012, se baseia em temas como sustentabilidade, o sorriso brasileiro e a "gambiarra".

"O Brasil tem o último grande jardim do mundo (a Floresta Amazônica). Nós precisamos cuidar deste jardim e tentar compartilhar esta mensagem, uma mensagem de esperança", disse Balich.

"É uma cerimônia muito contemporânea. Mesmo sem efeitos especiais, ela fala às pessoas do futuro. De uma forma muito humilde. Não é uma apresentação sobre o quão bom ou moderno é o Brasil."   Continuação...

 
Vista aérea do Rio de Janeiro mostra o Cristo Redentor e o estádio do Maracanã
16/07/2016 REUTERS/Ricardo Moraes/Files