Duas pinturas de Van Gogh roubadas por máfia italiana há 14 anos são recuperadas

sexta-feira, 30 de setembro de 2016 10:22 BRT
 

Por Toby Sterling e Steve Scherer

AMSTERDÃ/ROMA (Reuters) - A polícia da Itália recuperou duas pinturas do artista holandês Van Gogh que foram roubadas há 14 anos em Amsterdã, como parte de uma operação contra o grupo mafioso Camorra.

O Museu Van Gogh, de Amsterdã, disse que as pinturas foram retiradas de suas molduras, mas que parecem só ter sofrido danos leves. Não ficou claro de imediato quando serão devolvidas ao museu, que é o maior repositório de obras de Van Gogh.

As pinturas, "Congregação Saindo da Igreja Reformada em Nuenen" (1884/5) e "Vista do Mar em Scheveningen" (1882), são aproximadamente do período inicial da carreira breve e tempestuosa de Van Gogh.

A polícia financeira italiana apreendeu "bens no valor de dezenas de milhões de euros de um grupo da Camorra envolvido no tráfico internacional de cocaína", de acordo com um informe. A corporação informou que os bens incluem as pinturas, que são "inestimáveis".

"Elas estão seguras", disse o diretor do Museu Van Gogh, Axel Rueger, em um comunicado. "Eu já não ousava mais esperar que poderia dizer isso depois de tantos anos".

O primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, informou seu homólogo holandês, Mark Rutte, sobre a operação policial antes do funeral do ex-líder israelense Shimon Peres em Jerusalém, disse uma fonte do escritório de Renzi.

No roubo de 2002, os ladrões usaram uma escada para subir no telhado do museu e invadir o edifício e fugiram deslizando por uma corda.

Mais tarde dois homens foram pegos e condenados pelo roubo graças em parte a indícios de DNA que os ligavam ao local do crime. Eles foram sentenciados a 4 anos e 4 anos e seis meses, respectivamente, mas as obras de arte não foram recuperadas.   Continuação...

 
Policiais italianos ao lado de pinturas recuperadas de Vincent Van Gogh.   30/09/2016         REUTERS/Ciro De Luca