13 de Outubro de 2016 / às 15:42 / um ano atrás

ESTREIA-"Terra Estranha" traz Nicole Kidman e Joseph Fiennes em busca de filhos desaparecidos

Nicole Kidman em exibição de gale do filme "Lion" em Leicester Square, Londres, Inglaterra 12/10/2016 REUTERS/Peter Nicholls

(Reuters) - De várias maneiras, o trailer de “Terra Estranha” é melhor do que o filme que ele divulga – tem mais tensão, suspense e emoção à flor da pele. O longa propriamente dito, estreia em ficção da diretora Kim Farrant, parece uma versão estendida do trailer, que perde o rumo de todos os caminhos que abre.

O elenco é promissor e pode atrair o público: Nicole Kidman e Joseph Fiennes, como um casal disfuncional, e Hugo Weaving, como um policial que investiga o desaparecimento de seus filhos adolescentes no vasto deserto australiano.

Catherine (Nicole) e Matthew Perkins (Fiennes) mudaram-se de uma cidade maior para a remota Nathgari, um povoado que lembra aqueles cenários de faroeste. A mudança decorreu de problemas no endereço anterior, envolvendo a adolescente Lily (Maddison Brown), uma Lolita de 15 anos que é pura sensualidade e promessa de encrenca.

Os detalhes da mudança súbita da família Perkins vão sendo revelados ao longo da investigação do sumiço de Lily e do irmão caçula, Tom (Nicholas Hamilton). Mas o investigador David Rae (Weaving) não tem vida fácil com este casal lacônico e visivelmente desconectado.

Investindo no suspense, o filme explora os segredos do casal, o incidente que provocou a mudança e o comportamento bizarro de Lily e seus pais. Procura, assim, tornar suspeitos vários personagens, dentro da família e na cidade – como o jovem Burtie (Meyne Wyatt), aborígene que tem uma discreta limitação intelectual, causada por um acidente.

O modo como a comunidade aborígene entra no filme, aliás, parece um tanto folclórico às vezes – como quando o sobrinho de Burtie (Trangi J. Speedy-Coe) menciona lendas locais.

Um outro caminho na história é o drama familiar de um casal notoriamente sem química – caso inclusive dos atores Nicole e Joseph. Hugo Weaving a todo momento parece lutar para crescer e ocupar mais espaço na trama, mas, como os demais, é restrito às limitações do roteiro, assinado por Fiona Seres e Michael Kinirons. Muita fumaça, pouco fogo.

(Neusa Barbosa, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

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