Escolas vão pelo seguro e falham na ousadia na primeira noite

sábado, 2 de fevereiro de 2008 13:01 BRST
 

Por Alice Assunção e Vanessa Stelzer

SÃO PAULO (Reuters) - Sem grandes problemas, mas também sem ousadia, foi a primeira noite das escolas de samba no Anhembi, em São Paulo. Por enquanto, nenhuma é apontada como favorita.

De temas repetidos a fantasias pouco caracterizadas, as escolas optaram pelo seguro. Não fizeram feio, mas também não empolgaram.

Com exceção do desfile da Gaviões da Fiel, que tem uma das principais torcidas do Carnaval, o sambódromo dançou, cantou um pouco, mas passou grande parte da noite sentado.

Das sete escolas que se apresentaram entre sexta-feira e sábado, duas escolheram o mesmo tema: o sorvete foi cantado pela Acadêmicos do Tucuruvi e pela Águia de Ouro.

Ambas apostaram em tons e motivos frios --branco, prata, azul, ursos polares--, seguidos pelo colorido das frutas das quais alguns sorvetes são feitos.

A Gaviões da Fiel saudou os bandeirantes. A Rosas de Ouro perfumou a avenida. A Tom Maior lembrou da posição de São Paulo como motor da economia brasileira. A Vila Maria comemorou os 100 anos da imigração japonesa e a Nenê de Vila Matilde encerrou o dia com uma homenagem ao folclorista Câmara Cascudo.

Na opinião de Marco Lunez, jurado do tradicional Troféu Nota 10 do Diário de São Paulo, a noite não empolgou.

"É uma mesmice... Idéias que já foram feitas no carnaval do Rio ou em anos anteriores... Não teve nada de novo. Falta ousadia no carnaval aqui", disse.   Continuação...

 
<p>Integrante da escola de samba Gavi&otilde;es da Fiel durante desfile de Carnaval em S&atilde;o Paulo. Photo by Paulo Whitaker</p>