23 de Outubro de 2007 / às 01:41 / 10 anos atrás

Acusações marcam início de inquérito sobre Diana

<p>Mohamed al-Fayed fala com rep&oacute;rteres em frente a Corte Real de Justi&ccedil;a em Londres. Um inqu&eacute;rito sobre a morte da princesa Diana finalmente foi aberto nesta ter&ccedil;a-feira, 10 anos depois de ela ter sido v&iacute;tima de uma batida de carro em Paris. 2 de outubro. Photo by Kieran Doherty</p>

Por Paul Majendie e Michael Holden

LONDRES (Reuters) - O inquérito judicial sobre a morte da princesa Diana, num acidente de carro em Paris há dez anos, começou na terça-feira com acusações de que a família real britânica encomendou a morte dela.

Mohamed al-Fayed, cujo filho Dodi, namorado de Diana, também morreu na batida, afirmou que o casal foi morto por ordem do marido da rainha Elizabeth, o ex-sogro de Diana.

Numa série de acusações ouvidas no tribunal pelo juiz, o dono da loja de departamentos Harrods afirmou que a família real não suportava a idéia de Diana se casar com um muçulmano.

Grandes investigações feitas pelas polícias francesa e britânica concluíram que as mortes se deveram a um acidente, causado por um motorista bêbado. As teorias conspiratórias de Fayed foram rejeitadas.

O juiz Scott Baker afirmou que Fayed alegou, no testemunho, que a família real “não podia aceitar que um muçulmano egípcio pudesse acabar sendo o padrasto do futuro rei da Inglaterra (o filho mais velho de Diana, William)”.

“Ele acredita que se tomou a decisão de matar Diana e Dodi. Ele coloca o príncipe Philip no centro da conspiração.”

O juiz disse ao júri: “Vocês terão de ouvir com cuidado as testemunhas para ver se há alguma prova que sustente essa afirmação.”

Diana, 36, Dodi al-Fayed, 42, e o motorista Henri Paul morreram quando o Mercedes em que estavam bateu num túnel em Paris, enquanto eles fugiam dos paparazzi.

Em Estrasburgo, a Corte Européia de Direitos Humanos rejeitou a queixa de Mohamed al-Fayed de que houve várias falhas na investigação francesa, alegando não ter existido “impedimento evitando a elucidação das circunstâncias da morte do filho do requerente”.

Fayed disse que Diana estava grávida de Dodi e que o casal planejava anunciar o noivado. Segundo ele, serviços de segurança franceses e britânicos tinham grampeado o telefone de Diana e sabiam dos planos.

Ele afirmou que o casal morreu porque uma arma especial disparou um flash para distrair o motorista, enquanto um Fiat Uno branco empurrava o Mercedes. O magnata também disse que o corpo de Diana foi embalsamado às pressas para esconder a gravidez dela.

O juiz disse que Diana falara ao advogado e ao mordomo que temia morrer num acidente automobilístico.

O inquérito judicial deve levar até seis meses. A Grã-Bretanha teve de esperar a conclusão do processo legal francês e da investigação policial britânica para que o inquérito pudesse começar. Pela lei britânica, o inquérito judicial é necessário para determinar a causa da morte quando ela não é natural.

O juiz Scott Baker deve ir com o júri, composto de seis homens e cinco mulheres, a Paris na semana que vem para visitar o local da batida.

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