April 4, 2008 / 12:28 PM / in 9 years

ESTRÉIA-"Irina Palm" polemiza com tabus sobre sexo e velhice

3 Min, DE LEITURA

SÃO PAULO (Reuters) - Marianne Faithfull, musa dos anos 1960 e ex-namorada do Rolling Stone Mick Jagger, estrela "Irina Palm", drama que competiu no Festival de Berlim em 2007. O filme estréia apenas em São Paulo, na sexta-feira.

Escrito e dirigido por Sam Garbarski ("O Tango dos Rashevsky"), "Irina Palm" acompanha a história de Maggie (Marianne Faithfull), uma viúva sessentona que já vendeu até a própria casa para financiar o tratamento de saúde do único neto, Olly (Corey Burke).

Todo o dinheiro dos pais da criança, Tom (Kevin Bishop), filho de Maggie, e Sarah (Siobhan Hewlett), é gasto na mesma finalidade. Mas, por algum motivo, o menino não melhora.

Uma nova esperança surge num tratamento experimental na Austrália. A avó quebra a cabeça para descobrir como arranjar dinheiro para as grandes despesas dessa viagem.

Quando procura emprego, pesam contra ela a idade e a total ausência de experiência profissional desta senhora que foi apenas dona-de-casa e mãe a vida inteira.

Estas características não a impedem de conseguir um emprego muito bem-pago num lugar onde não se fazem muitas perguntas, a boate Sex World, dirigida por Mikky (Miki Manojlovic, ator de vários filmes de Emir Kusturica, como "Underground -- Mentiras de Guerra").

As mãos macias de Maggie começam a render-lhe algumas centenas de libras por semana, adotando o pseudônimo de Irina Palm.

Entretanto, ela não pode dizer a ninguém, muito menos ao próprio filho ou às amigas, o que anda fazendo no lugar de participar das conversas do chá da tarde.

Quando se descobre a origem do dinheiro que ela ganha, todo o peso do preconceito contra a tarefa sexual que ela exerce cai sobre seus ombros.

Mas é nesse momento também que a personagem de Maggie cresce em dimensão humana. E seu patrão, Mikky, mostra um comportamento surpreendente, que leva a história a caminhos não tão previsíveis.

Apesar do tema polêmico, não falta humor e até uma pitada de romantismo no desenrolar da trama.

Por Neusa Barbosa, do Cineweb

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