3 de Abril de 2008 / às 19:04 / em 9 anos

ESTRÉIA-Mulheres armam golpes contra banco em "Loucas por Amor"

SÃO PAULO (Reuters) - Em tempos de recessão nos Estados Unidos, a classe média vai à luta na comédia “Loucas Por Amor, Viciadas em Dinheiro”, que estréia em circuito nacional nesta sexta-feira.

Como acontecia em “As Loucuras de Dick e Jane” (2005), a comédia mostra ex-ricos enfrentando a crise econômica de maneira criativa e pouco idônea.

Don (o veterano Ted Danson, de “Três Solteirões e um Bebê”) e Bridget Cardigan (Diane Keaton, de “Alguém Tem que Ceder”) são um casal bem de vida. Até o dia em que ele perde o emprego e revela que estão afundados em dívidas.

Sem muita experiência ou qualificação, a única saída para ela é aceitar um trabalho de faxineira numa espécie de Banco Central dos Estados Unidos.

Entre outras atividades desempenhadas no local, está a destruição de cédulas velhas e gastas que serão substituídas por novas. Como se sabe, a tentação dos empregados pode ser grande. Por isso, o local é vigiado por diversas câmeras e todos são revistados antes de sair.

Bridget, que é ingênua mas não tem nada de tonta, arma um plano para desviar algumas notas da destruição. Para isso, precisará de cúmplices.

Nina (Queen Latifah, “Chicago”) é uma mãe solteira que trabalha duro para sustentar o filho pequeno. A princípio, ela não se empolga em participar do golpe. Com o tempo, percebe que tem poucas chances de dar errado, já que ninguém vai perceber a falta do dinheiro uma vez que, teoricamente, ele será destruído.

A terceira peça é Jackie (Katie Holmes, de “Batman Begins”), uma menina avoada, mas de bom coração, que entra na tramóia meio por acaso. E, como as tentações são maiores do que o planejado, as moças não se contentam em pegar o dinheiro apenas uma vez.

Com em todos filmes de golpe, a parte mais interessante é o planejamento e a execução do roubo. Aqui, a diretora Callie Khouri (“Divinos Segredos”) e o roteirista Glenn Gers deixam o plano fluir naturalmente.

A presença de Callie parece adicionar uma aura de pós-feminismo ao filme. Ela é, afinal, a roteirista premiada com o Oscar por “Thelma & Louise” (1991), um filme que claramente diz às mulheres para irem à luta.

Aqui, realmente, as mulheres estão à frente da ação. Os homens são meros coadjuvantes no golpe orquestrado e executado pelo trio.

Alysson Oliveira, do Cineweb

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