ESTRÉIA-Hilary Swank é a heroína romântica de "P.S. Eu Te Amo"

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008 11:22 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - A atriz Hilary Swank criou uma imagem de mulher decidida e durona, graças aos personagens que lhe valeram seus dois Oscar, o transexual Teena Brandon, em "Meninos não Choram" (1999), e a lutadora de boxe Maggie Fitzgerald, de "Menina de Ouro" (2004). Mas ela deixa tudo isso de lado para encarnar uma heroína romântica, frágil e cheia de dúvidas no drama "P.S. Eu Te Amo", que estréia em circuito nacional nesta sexta-feira.

Hilary interpreta Holly Kennedy, recentemente enviuvada. Mergulhada na depressão, ela passa seus dias trancada no apartamento, vendo filmes antigos e cantando com Judy Garland a música "P.S. I Love You". O clássico, com letra de Johnny Mercer e música de Gordon Jenkins, já embalou muitos corações partidos desde sua criação, em 1934.

Amigas (Gina Gershon e Lisa Kudrow) e mãe (Kathy Bates) fazem de tudo para levantar seu astral, mas nada funciona até que começam a chegar pelo correio inspiradas cartas que o marido (Gerard Butler, de "300") postou antes de sua morte, com datas espaçadas. As cartas seguem a linha de um programa de ajuda, que procura recobrar o gosto de viver de Holly.

Apesar de morto, o personagem de Gerard Butler comparece nos diversos "flashbacks" que contam para o público como essa história de amor foi incrível. O ator escocês aproveita, tanto quanto Hilary, a oportunidade para mostrar versatilidade em um papel bem mais delicado do que os que ele costuma interpretar.

Como se viu em "Ghost -- Do Outro Lado da Vida" (1990), filmes românticos em que um dos membros do casal já morreu têm grande potencial de emocionar o público a que se destina. Em "P.S. Eu Te Amo", a história se sustenta ainda mais pela qualidade de seu elenco e um certo engenho na construção do roteiro, adaptado do romance homônimo de Cecelia Ahern pelo também diretor Richard LaGravenese.

Apesar de travado, aqui e ali, por alguns dos clichês comuns a este tipo de história, felizmente, o filme foge de soluções fáceis demais, especialmente nos romances de Holly com alguns novos homens em sua vida, como William (Jeffrey Dean Morgan) e Daniel (o músico e cantor Harry Connick Jr.).

A idéia parece ser reforçar o surgimento de uma nova mulher, mais madura em relação a tudo, capaz de humor e leveza em doses generosas.

(Por Neusa Barbosa, do Cineweb)