ESTRÉIA-Will Smith encarna super-herói às avessas em "Hancock"

quinta-feira, 3 de julho de 2008 11:15 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - Um super-herói beberrão e desordeiro, que não se importa em destruir a cidade que ele tenta salvar da criminalidade e que se sente à vontade para destratar as pessoas ao seu redor. Esse é Hancock, o personagem principal do novo filme de Peter Berg (de "O Reino"), uma paródia que oscila entre o humor e o drama.

Interpretado pelo versátil ator Will Smith (de "Eu Sou a Lenda"), Hancock sabe que grandes poderes levam a grandes responsabilidades. Mesmo assim, ele não se mostra muito prudente para executar seus salvamentos em Los Angeles.

Em uma cena de perseguição, por exemplo, Hancock está embriagado. Por isso, mostra-se mais prejudicial que os próprios bandidos, arrebentando placas, postes e até mesmo viadutos com sua força tão grande quanto misteriosa.

O resultado desse comportamento é natural: a comunidade o despreza e o enxerga mais como problema do que solução. Essa é a graça do filme de Berg. Ao mostrar um super-herói às avessas, que se vê obrigado a fazer o bem, mesmo sem vontade, cria situações divertidas, apoiando-se no carisma de Smith.

O filme ganha fôlego com a entrada de um relações-públicas interpretado por Jason Bateman (de "Juno"), que tenta salvar a imagem de Hancock.

Politicamente correto, o personagem faz de tudo para o herói voltar a ser respeitado, incluindo aulas de cordialidade e aterrissagens mais suaves.

Na outra ponta, está a belíssima Charlize Theron, na pele da esposa desconfiada que guarda um grande segredo e se mostra bem mais do que uma mera dona-de-casa.

Apesar de alguns problemas no roteiro, o filme se sustenta pela atuação do trio protagonista, especialmente Smith, que mostra que é bom para fazer rir ou chorar.

(Por Rodrigo Zavala, do Cineweb)

 
<p>Will Smith encarna super-her&oacute;i &agrave;s avessas em 'Hancock'. Um super-her&oacute;i beberr&atilde;o e desordeiro, que n&atilde;o se importa em destruir a cidade que ele tenta salvar da criminalidade e que se sente &agrave; vontade para destratar as pessoas ao seu redor. 30 de julho. Photo by Mario Anzuoni</p>