ESTRÉIA-"O Escafandro e a Borboleta" é drama real de jornalista

quinta-feira, 3 de julho de 2008 10:04 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O ano era 1995, e Jean-Dominique Bauby, um jornalista de renome. Editor da revista "Elle", era influente e vivia cercado de belas mulheres.

Até o dia em que sofreu um AVC e ficou preso a uma condição extremamente rara conhecida como "locked-in syndrome", também chamada de síndrome do encarceramento.

Seu corpo perdeu quase todos os movimentos, embora sua mente funcionasse perfeitamente. A única coisa que podia fazer era piscar o olho esquerdo.

Ainda assim, com a ajuda de uma secretária e de um método especial de comunicação, Bauby escreveu um livro de memórias que serviu de base para "O Escafandro e a Borboleta", que estréia em circuito nacional na sexta-feira.

No início, vemos o mundo pelos olhos do jornalista que acaba de acordar sem saber de sua condição. Ou seja, são médicos, enfermeiras, imagens borradas, nada muito definido.

Aos poucos, conforme ele recobra a consciência e os médicos diagnosticam seu problema, uma terapeuta começa a trabalhar uma forma de comunicação.

Ela desenvolve uma placa com as letras do alfabeto, vai falando uma a uma e ele pisca para confirmar as palavras que deseja, letra por letra.

Dirigido por Julian Schnabel, o filme ganhou prêmio de direção em Cannes e Globo de Ouro no ano passado, além de uma indicação ao Oscar nessa categoria.

Bon vivant, Bauby (Mathieu Amalric, de "Munique") não ligava muito para a ex-mulher, Céline (Emmanuelle Seigner), e os três filhos pequenos. Sempre cínico, seu estado de espírito não muda depois da paralisia.   Continuação...