February 3, 2008 / 12:59 PM / 9 years ago

Império, Vai-Vai e Vila Maria são favoritas em São Paulo

5 Min, DE LEITURA

<p>Foli&atilde;o da escola de samba Unidos da Vila Maria durante desfiles de Carnaval em S&atilde;o Paulo, dia 2 de fevereiro. A segunda noite de desfiles do Carnaval em S&atilde;o Paulo trouxe duas favoritas ao t&iacute;tulo de 2008. A educa&ccedil;&atilde;o e a arte ilustradas pela Vai-Vai dividiram o destaque com os nomes da MPB apresentados pela Imp&eacute;rio da Casa Verde. Photo by Paulo Whitaker</p>

Por Alice Assunção e Vanessa Stelzer

SÃO PAULO (Reuters) - A segunda noite de desfiles do Carnaval em São Paulo trouxe duas favoritas ao título de 2008. A educação e a arte ilustradas pela Vai-Vai dividiram o destaque com os nomes da MPB apresentados pela Império da Casa Verde.

As duas escolas conquistaram a torcida com o luxo de suas fantasias e com a grandeza dos carros alegóricos que passaram pelo sambódromo do Anhembi.

"A Vai-Vai como um todo foi o destaque", disse Marco Lunez, jurado do Troféu Nota 10 do Diário de São Paulo.

Sem ganhar desde 2001, a Vai-Vai deixou a avenida ouvindo um forte "é campeã" da maioria presente no sambódromo.

Já a Império encerrou o segundo dia com seus gigantescos e tradicionais tigres de pelúcia, com carros e alegorias homenageando a música brasileira.

"O melhor desfile foi o da Império, fantasias muito bem feitas e as alegorias bem ensaiadas", disse o jurado do mesmo prêmio Auresnede Pires Stephan.

Outro desfile que parece não ter saído da memória é o da Unidos de Vila Maria, escola que cantou na primeira noite os 100 da imigração japonesa ao Brasil.

"As fantasias da Vila Maria também foram umas das melhores", acrescentou Stephan.

A Império da Casa Verde homenageou a MPB e usou em seu samba-enredo trechos de músicas como "Saudosa Maloca", de Adoniran Barbosa, e "A Mosca na Sopa", de Raul Seixas.

Fotos e bonecos lembraram cantores e compositores como Alcione, Beth Carvalho, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Rita Lee, Moraes Moreira, João Gilberto, Elza Soares, Cartola e Leci Brandão. Entre os músicos das novas gerações, foram lembrados Seu Jorge, Marisa Monte, Ivete Sangalo e Belo.

Os carros alegóricos representaram a tropicália, a bossa nova --com bonecos de seus principais representantes, uma escultura da garota de Ipanema, além de Helô Pinheiro na avenida -- e os Novos Baianos. Entre as alas, dividiram-se os ritmos musicas: Jovem Guarda, rap e rock, além de músicas que marcaram épocas como "Disparada" e "É Proibido Fumar".

A Vai-Vai cantou a favor da educação com o samba "Acorda Brasil: A saída é Ter Esperança". A escola variou de uma orquestra luxuosa --representando a educação pela arte-- a uma favela.

A Vai-Vai lembrou que o povo precisa de educação para varrer a corrupção do país. O símbolo da sabedoria, a coruja, veio em um carro vestida com a faixa de presidente da República. Desfilaram pela escola o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) e o rapper Mano Brown.

Outros Destaques

A Mocidade Alegre cantou "porque São Paulo é tudo de bom". O tema rendeu o título à escola em 2004, quando várias agremiações homenagearam os 450 anos da cidade.

Um grandioso carro representando a indústria e os prédios abriu o desfile, que trouxe outros símbolos da cidade, como a garoa, o mercado financeiro, os motoboys, a Parada Gay, os shows e, claro, a comida, do fast-food à pizza, passando pelo "churrasquinho de gato". A Mocidade também lembrou da mistura de raças e nacionalidades em São Paulo.

Um dos destaques foi a bateria, que formou as iniciais do nome da cidade (SP) com parte de seus integrantes.

A X-9 Paulistana optou pelo atual tema do aquecimento global e levou para a avenida a ameaça aos animais e às florestas.

A bateria veio representando pinguins, e o carro abre-alas foi um dos destaques da escola, com uma grandiosa baleia exibindo um letreiro com o nome da escola.

A agremiação pediu ao povo para aprender a não desperdiçar e a não jogar lixo na rua, o que parece não ter sido bem entendido, dada a quantidade significativa de objetos jogados pelos foliões nas avenidas próximas ao sambódromo.

A Mancha Verde homenageou o escritor e dramaturgo Ariano Suassuna, contando seu nascimento, suas obras e grandes acontecimentos de sua vida, como a morte de seu pai e sua eleição para a Academia Brasileira de Letras.

Um dos maiores sucessos de Suassuna, "O Auto da Compadecida" foi "encenado" no sambódromo: os passistas fizeram o julgamento de João Grilo. O escritor participou do desfile em um dos carros.

A Camisa Verde e Branco abriu a noite falando do cabelo e levou para a avenida personagens como Medusa, Sansão e Rapunzel. A Pérola Negra, que entrou atrasada e terminou a apresentação perto de estourar o prazo, homenageou Jaguariúna, interior de São Paulo, trazendo para o sambódromo os tradicionais rodeios que acontecem na cidade.

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