Mordomo de Diana se recusa a voltar a inquérito

quinta-feira, 6 de março de 2008 11:07 BRT
 

LONDRES (Reuters) - O mordomo da princesa Diana se recusou a ser interrogado sobre se teria ou não mentido à investigação sobre a morte dela.

Paul Burrell enfrentou um interrogatório dos advogados em janeiro, quando ele saiu de Los Angeles e foi à Inglaterra para testemunhar sobre a morte de Diana e seu namorado Dodi Al-Fayed num acidente de carro, em 1997.

O pai de Dodi, Mohamed Al-Fayed, dono das lojas de departamento de luxo Harrods, alega que o casal foi morto por forças de segurança britânicas, sob ordens do príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth e ex-sogro de Diana.

No mesmo dia em que Al-Fayed deu seu testemunho com declarações polêmicas envolvendo figuras importantes do governo britânico, o tablóide The Sun publicou detalhes de uma entrevista com Burrell.

Em um vídeo obtido pelo tablóide, ele aparentemente diz que omitiu certos fatos e evitou alguns assuntos ao longo do depoimento.

Em uma declaração divulgada na quinta-feira, oficiais do inquérito disseram: "o juiz pediu a ele que fornecesse mais provas, pessoalmente ou do exterior, via video-conferência".

"O sr. Burrell se recusou a fazer isso e como está fora da jurisdição do tribunal, o juiz não tem o poder de obrigá-lo a apresentar as provas", complementou.

Durante o testemunho emocionado, Burrell foi questionado diversas vezes pelo advogado Michael Mansfield, que representa o pai de Dodi, o quanto exatamente ele sabia sobre os segredos de Diana que ele diz guardar.

"Com todo o respeito, você está todo atrapalhado", disse Mansfield ao mordomo, conhecido como "a rocha (apoio) de Diana", depois de analisar as provas contraditórias que ele apresentou ao tribunal.   Continuação...