Conspiração contra Diana é possível apesar do veredicto-Al Fayed

terça-feira, 8 de abril de 2008 14:25 BRT
 

Por Paul Majendie

LONDRES (Reuters) - O proprietário da loja Harrods, Mohamed al Fayed, ainda acha que os serviços de segurança britânicos podem ter tido envolvimento nas mortes de seu filho Dodi e da princesa Diana num acidente de carro em Paris, apesar do veredicto dado pelo júri do inquérito que apurou as causas das mortes.

Mas o ex-guarda-costas Trevor Rees, único sobrevivente do desastre em 1997, concorda com o veredicto de que os dois morreram devido à negligência extrema de seu chofer e dos paparazzi que os perseguiam.

"É possível que o MI6 (o Serviço de Inteligência Secreta britânica) tenha tido envolvimento", disse a porta-voz de Al Fayed, Katharine Witty, à BBC na terça, um dia após o anúncio do veredicto.

"Ainda dizemos que é possível, mas resta ver se poderemos fazer algo a esse respeito", disse ela. "Ele [Fayed] vai refletir sobre todas as implicações desse veredicto."

O juiz Scott Baker disse que não há prova alguma que fundamente a alegação de Al Fayed de que o marido da rainha Elizabeth, príncipe Philip, tivesse instruído os serviços de segurança britânicos a matar a princesa para impedi-la de se casar com um muçulmano e ter um filho dele. Após o anúncio do veredicto, na segunda, Al Fayed, egípcio e proprietário da loja de luxo Harrods, disse em comunicado: "Não sou a única pessoa a dizer que eles foram assassinados. Diana previu que seria assassinada e como isso seria feito. Portanto, estou decepcionado."

Ele insistiu que a rainha e seu marido deveriam ter sido convocados para depor no inquérito. "Ninguém deve estar acima da lei", disse.

"Sempre acreditei que o príncipe Philip e a rainha possuem provas valiosas que apenas eles conhecem", disse Al Fayed. Contradizendo frontalmente essa opinião, Trevor Rees seguiu o exemplo dos filhos de Diana, os príncipes William e Harry, aceitando o veredicto do júri e tentando finalmente deixar a tragédia para trás.

Rees, que sofreu ferimentos faciais gravíssimos no acidente num túnel viário parisiense, mas sobreviveu porque usava cinto de segurança, disse: "Espero que todos os envolvidos possam agora seguir adiante com suas vidas".

No comunicado à imprensa em que saudaram o veredicto, William e Harry disseram: "Estamos especialmente gratos a Trevor Rees e outros que depuseram no inquérito, em muitos casos trazendo de volta suas memórias pessoais e dolorosas."