ESTRÉIA-Comédia "Agente 117" leva espião francês ao Egito

quinta-feira, 10 de julho de 2008 12:15 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - Embora o espião James Bond tenha se tornado bem mais famoso, na verdade, ele não foi o primeiro. O espião mais antigo da literatura de consumo é o francês OSS 117.

Inventado em 1949 por Jean Bruce, o personagem OSS 117 frequentou nada menos que 265 livros, estrelou sete filmes com diferentes atores, entre 1956 e 1970, mas limitou-se a um sucesso em sua própria terra.

O Bond de Ian Fleming, nascido em "Cassino Royale" (1953), rompeu fronteiras e tornou-se protagonista de uma das mais bem-sucedidas franquias do mundo.

Os franceses estão investindo novamente numa tentativa de tornar seu próprio espião mais famoso. O esforço começa em "Agente 117", de Michel Hazanavicius, uma aventura que se passa no Cairo de 1955, às vésperas da grande crise do canal de Suez.

O filme entra em cartaz em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília na sexta-feira.

O agente 117, na verdade, tem um nome sonoro -- Hubert Bonisseur de la Bath (Jean Dujardin). Ele até é um sujeito fino, que adora beber vinhos caros e vestir smoking. Mas sua falta de sutileza e de percepção de diferenças culturais vão render-lhe mais incidentes internacionais do que a solução deles.

O agente é um espião dos mais desastrados e incompetentes, o que o aproxima espiritualmente também de outro espião famoso, o agente 86 (que vem sendo reciclado, igualmente, no cinema norte-americano).

Hubert vai ao Egito em busca de um colega desaparecido em missão, Jack (Philippe Lefebvre), que administrava uma granja, como fachada de suas atividades secretas.

Sua secretária, Larmina (Berenice Bejo), vai ser o contato de Hubert com esse novo mundo e também o alvo das piadas machistas e politicamente incorretas do mais novo espião no pedaço.   Continuação...