January 13, 2008 / 1:09 PM / in 10 years

Carla Bruni: das passarelas ao Palácio do Eliseu

4 Min, DE LEITURA

Por James Mackenzie

PARIS (Reuters) - A cantora e ex-supermodelo italiana Carla Bruni levará uma dose de glamour ao Palácio do Eliseu se seu surpreendente romance com o presidente Nicolas Sarkozy terminar em casamento.

Estrela da passarela que converteu-se em cantora de voz rouca, Bruni, herdeira de uma rica dinastia de industriais italianos, personifica um universo de glamour culto que está muito distante do mundo do outsider ambicioso que conquistou a presidência francesa no ano passado.

Sua indiferença aristocrática às convenções burguesas e seus relacionamentos com roqueiros e intelectuais também parecem indicar que ela se enquadraria bem na elite cultural parisiense que se presume normalmente que Sarkozy despreze.

O presidente, ex-advogado e representante da "França que acorda cedo", tem pouco interesse conhecido pelas artes, excetuando sua amizade com o roqueiro francês Johnny Hallyday. Ele declarou certa vez: "Não sou intelectual."

Mas não havia dúvida quanto a seus sentimentos quando ele e Bruni passearam pelas pirâmides egípcias de mãos dadas ou se divertiram juntos numa praia do Egito no mês passado.

"É sério", disse Sarkozy, 52 anos, à imprensa, mas provocou especulações febris quanto a uma possível data do casamento quando acrescentou: "É bem provável que vocês tomem conhecimento disso quando já tiver acontecido."

A morena, alta e esbelta Carla Bruni, 40 anos, tem uma certa semelhança física com a segunda mulher de Sarkozy, Cecilia, que não fez segredo de sua aversão pelo papel de primeira-dama e passava pouco tempo no Palácio do Eliseu.

Mas, se chegar a ser primeira-dama, Bruni inaugurará um tom totalmente distinto do de Bernadette Chirac, a temível esposa do ex-presidente Jacques Chirac, cujo estilo era inconfundivelmente o de uma "grande dama" da burguesia francesa antiquada.

"Devoradora De Homens"

Uma diferença significativa talvez seja a atitude de Carla Bruni em relação ao casamento.

"A monogamia me entedia loucamente," disse ela no ano passado ao Figaro Madame. "Sou monógama de tempos em tempos, mas prefiro a poligamia e a poliandria."

Bruni já teve ligações românticas com vários homens famosos, desde os roqueiros Eric Clapton e Mick Jagger até o magnata imobiliário Donald Trump e o ex-primeiro-ministro socialista francês Laurent Fabius.

Filha de um músico e pianista concertista que herdou uma empresa de pneus, Bruni cresceu na França depois de sua família deixar a Itália, na década de 1970, devido à ameaça de sequestro pelas Brigadas Vermelhas, de extrema esquerda.

Ela se tornou modelo ainda adolescente e, nos anos 1990, entrou para o grupo de elite das supermodelos como Claudia Schiffer e Naomi Campbell, antes de surpreender, em 2003, ao fazer sucesso com um disco de baladas melódicas e literárias que vendeu 2 milhões de cópias.

Ela foi apresentada a Sarkozy num jantar promovido pelo executivo de relações públicas Jacques Seguela, semanas apenas depois de o presidente se divorciar de Cecilia, em outubro passado.

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