ESTRÉIA-Cate Blanchett retoma papel de rainha em "Elizabeth"

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008 11:33 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - Em 1998, Cate Blanchett era uma atriz australiana praticamente desconhecida que contava com um bom filme, pouco visto, no currículo -- "Oscar e Lucinda". Naquele ano, ela protagonizou "Elizabeth", um filme que chamou a atenção especialmente pelo talento de sua protagonista.

Quase dez anos e uma carreira consolidada depois, ela volta a assumir a personagem em "Elizabeth -- A Era de Ouro", que estréia na sexta-feira.

Ao longo da década, Blanchett firmou-se com uma das intérpretes mais versáteis de sua geração. Ela atuou em filmes como "Babel", a trilogia "O Senhor dos Anéis", "O Aviador" e "Não Estou Lá", no qual interpreta Bob Dylan -- com estréia prevista para março no Brasil.

Além de participar de bons filmes, conquistou muitos prêmios, como um Oscar por "O Aviador". E, no dia 24, concorre novamente, em duas categorias: melhor atriz (por "Elizabeth") e melhor coadjuvante (por "Não Estou Lá").

O ano é 1585. Elizabeth 1a (Blanchett), conhecida como a Rainha Virgem por ser ainda solteira aos 50 anos, encanta-se com um aventureiro, chamado Sir Walter Raleigh (Clive Owen). Ele chega do Novo Mundo e conta que deu o nome de Virgínia a uma colônia em homenagem à soberana.

Embora a presença de Raleigh deixe Elizabeth desconcertada, o que mais a incomoda é a ameaça católica que atende pelo nome de Mary Stuart (Samantha Morton), rainha da Escócia e sua prima. Isto porque o rei Felipe 2o da Espanha (Jordi Mollà), apoiado pela Inquisição, pretende tirar a "herege" do trono inglês, substituindo-a pela prima.

Agora, resta à rainha não apenas preparar o seu exército e defender o seu trono, mas também guardar seu coração de Raleigh. Para que ele não vá embora, ela encoraja sua dama de companhia (Abbie Cornish) a tornar-se amiga dele. À medida que os dois se aproximam, Elizabeth começa a sofrer por amor.

"Elizabeth -- A Era de Ouro" transita entre a personagem enquanto governante, defendendo a sua posição, e a mulher apaixonada, que não pode entregar-se livremente ao coração.

Por ser uma grande atriz, Cate Blanchett consegue tirar grandes momentos de seu personagem -- mais por sua intuição como intérprete do que pela originalidade do roteiro ou direção.

De todos os seu bons momentos, o que mais se destaca é quando Elizabeth faz um discurso em cima de seu cavalo para inspirar suas tropas, enquanto o exército do rei espanhol se aproxima.

(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)