Decisão sobre adoção de menino por Madonna é adiada

quinta-feira, 15 de maio de 2008 11:08 BRT
 

LILONGWE, Malauí (Reuters) - Madonna vai continuar até semana que vem sem saber se o menino que tirou de um orfanato no Malauí em 2006 se tornará um membro permanente de sua família, disse o advogado da cantora na quarta-feira.

O advogado Alan Chinula esperava que o juiz decidisse sobre a adoção na quarta-feira, mas, segundo ele, a audiência foi adiada depois que um grupo de defesa dos direitos humanos argumentou que havia "falhas" nas leis de adoção do país.

Chinula disse que o grupo não desafiava a adoção. O advogado espera que o processo seja finalizado na semana que vem.

A cantora e seu marido, o diretor de cinema Guy Ritchie, não compareceram à audiência feita na quinta-feira na capital do Malauí. Eles cuidam do menino, David Banda, em Londres. Em novembro, David completa 3 anos.

Simon Chisale, chefe do Escritório do Bem-Estar Social, está supervisionando a adoção e já fez duas visitas à casa da família de Madonna. Em seu relatório, ele disse que ela era uma "mãe perfeita" para David.

Grace Malera, advogada da Comissão de Direitos Humanos do Malauí, confirmou ter dito ao juiz que há anormalidades nas atuais leis de adoção, mas não deu mais detalhes. Os ativistas locais acusam o governo de contornar as rígidas leis de adoção do país apenas porque Madonna é uma celebridade.

A mãe de David morreu quando ele tinha somente 1 mês de idade. Seu pai disse que não acreditava que pudesse cuidar dele sozinho e que colocá-lo em um orfanato era a melhor forma de garantir que ele sobrevivesse. Ele não se opõe à adoção de David por Madonna.

Madonna conheceu o menino quando estava no Malauí para projetos de caridade. Atualmente, ela está fundando seis novos orfanatos no país.

Sua organização, Construindo o Malauí, também anunciou que a cantora vai construir uma escola multimilionária para meninas pobres.

"I Am Because We Are", novo documentário produzido e narrado por Madonna, mostra como a pobreza e as doenças devastam as vidas das crianças no Malauí e pede para que as pessoas sejam voluntárias.