ENTREVISTA-Para Borges, futuro da moda brasileira é o exterior

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008 10:25 BRST
 

Por Fernanda Ezabella

SÃO PAULO (Reuters) - 2016 será o ano da moda brasileira no exterior, prevê o visionário Paulo Borges, que aposta suas fichas no setor desde os anos 1980, quando falar de moda nacional ainda era considerado "uma grande bobagem".

Ele é o idealizador do maior evento de moda do país, o São Paulo Fashion Week, que começa sua 24a edição bianual na quarta-feira, no pavilhão da Bienal, parque Ibirapuera.

O que era antes um evento de três desfiles em três noites, em 1994, então chamado Phytoervas Fashion, pulou dos 300 mil reais em investimentos para 6 milhões de reais, 40 desfiles e seis dias.

Borges sempre fez planejamentos a longo prazo. Se a primeira década do SPFW tinha como objetivo a construção de um calendário de moda e a profissionalização do setor, a segunda e atual etapa é a concentração na qualidade da criação, do produto final e do investimento.

"E a terceira etapa é a distribuição, é a consolidação disso tudo", resume Borges, citando o ano de 2016, quando o evento entra na segunda década.

"É quando você consegue distribuir a sua moda para o mundo inteiro ... É você chegar em todos os lugares e ver as lojas brasileiras, os corners de marcas brasileiras em todas as lojas de departamento do mundo, é ter anúncios dessas marcas brasileiras nas revistas internacionais", diz Borges, em uma entrevista recente na Bienal, em meio a marteladas dos operários que preparavam o prédio para o evento.

Antes de tomar o mundo de assalto, no entanto, é a "qualidade de investimento" o assunto da temporada, com a chegada de grupos investidores que, para muitos, levará a moda brasileira para outro patamar.

O ano começou com chegada de uma grande gestora de marcas, a Identidade Moda, que comprou as grifes de dois dos estilistas mais famosos do país -- Alexandre Herchcovitch e Fause Haten. Outro grupo de investidores, que tem também a participação de ex-sócios de bancos, criou a gestora de grifes In Brands, com nomes de peso que desfilaram no SPFW.   Continuação...

 
<p>Para Borges, futuro da moda brasileira &eacute; o exterior. 2016 ser&aacute; o ano da moda brasileira no exterior, prev&ecirc; o vision&aacute;rio Paulo Borges, que aposta suas fichas no setor desde os anos 1980, quando falar de moda nacional ainda era considerado 'uma grande bobagem'. 16 de janeiro. Photo by Paulo Whitaker</p>