ESTRÉIA-Jovens dão golpe em Las Vegas em "Quebrando a Banca"

quinta-feira, 17 de abril de 2008 10:36 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - "Quebrando a Banca" se inspira na cartilha de filmes sobre cassinos e jogadores, mas o diferencial aqui são os jovens protagonistas, que nem idade suficiente têm para jogar, embora consigam ganhar muito dinheiro com identidades falsas e a ajuda de um professor.

A produção entra em cartaz em todo o país nesta sexta-feira. A direção do filme é de Robert Luketic, o mesmo das comédias "Legalmente Loira" e "A Sogra".

Ben Campbell (Jim Sturgess) está em seu último ano no conceituado MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts). Seu sonho é cursar medicina em Harvard, mas não tem dinheiro para isso. Também não pode contar com a ajuda da mãe viúva, que tem poucos recursos.

Graças ao seu talento para ciências e matemática, ele é convidado a se unir a um grupo de alunos coordenados pelo professor Mickey Rosa (Kevin Spacey) que viajam para Las Vegas secretamente para apostar num cassino.

O professor tem um sistema para contar cartas e usar cálculos estatísticos. Com a ajuda de outros sinais e ferramentas, o grupo sempre consegue ganhar nas mesas do jogo conhecido como 21 -- daí o nome original do filme.

Como boa parte de filmes sobre golpes, "Quebrando a Banca" passa boa parte do tempo explicando em que consiste o plano para depois executá-lo com algumas doses de suspense.

O sucesso parece subir à cabeça de Ben, que fica cada vez mais encantado com o dinheiro, Las Vegas e sua amiga Jill Taylor (Kate Bosworth). Para piorar, um detetive do cassino (Laurence Fishburne) está de olho no grupo e pode acabar com o esquema.

O filme é baseado numa história real, descrita no livro "Quebrando a Banca", de Ben Mezrich. Mesmo assim, muitas coisas parecem pouco plausíveis, como a trajetória do personagem, de nerd a milionário, e o golpe do grupo.

Como o resultado é divertido, este pode ser um daqueles momentos cinematográficos em que se deixa a veracidade de lado para embarcar no truque -- por mais incompreensível que possa parecer.

(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)