17 de Junho de 2008 / às 00:54 / 9 anos atrás

Rolling Stones nega que deixará EMI, mas saída é provável

LONDRES (Reuters) - Os Rolling Stones desmentiram uma reportagem que dizia que eles abandonariam a gravadora EMI para assinar com a promotora de shows Live Nation.

Mas especialistas da indústria fonográfica acreditam que o grupo britânico pode romper em breve com a gravadora, que sofre para manter seus maiores artistas.

"Não estamos negociando nenhum contrato para gravações com a Live Nation", disse na segunda-feira Bernard Doherty, porta-voz dos Rolling Stones em Londres, lendo um breve comunicado.

A EMI não estava disponível para comentar.

O jornal semanal Observer disse no domingo que os Stones estão prestes a terminar o contrato de mais de 30 anos com a EMI e estão "perto de um acordo com a Live Nation". O jornal citou "fontes" não identificadas.

A reportagem dizia ainda que a banda, que já vendeu cerca de 200 milhões de discos no mundo, permitiria que a Live Nation vendesse seus discos anteriores, tirando da EMI cerca de 3 milhões de libras (5,9 milhões de dólares) por ano.

A Live Nation já assinou contratos com Madonna e Jay-Z, de 120 milhões e 150 milhões de dólares respectivamente. Os negócios da empresa vão bem porque os artistas querem mais do que os contratos de gravação tradicionais, beneficiando-se dos crescentes lucros das turnês e merchandising. As vendas de discos têm caído devido à pirataria.

A EMI perdeu dois de seus principais artistas em 2007 --Paul McCartney e Radiohead. O ex-Beatle assinou um contrato com a rede de café Starbucks e o Radiohead ofereceu seu disco online, no esquema "pague o quanto quiser".

"É provavelmente seguro dizer que a banda (Rolling Stones) vai abandonar (a gravadora)", disse uma fonte ligada à situação, que pediu para não ser identificada.

Eles lançaram a trilha sonora do documentário "Shine a Light", de Martin Scorsese, pela rival Universal. Segundo a fonte, este é um sinal de que o rompimento está próximo.

A EMI foi adquirida pela Terra Firma, empresa de private equity impopular entre alguns artistas da gravadora e que anunciou um corte de 2 mil empregos em janeiro.

Reportagem de Mike Collett-White

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