ESTRÉIA-Bem e mal duelam pelo domínio em "Os Seis Signos da Luz"

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008 14:15 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - Fantasias infanto-juvenis baseadas em livros de escritores ingleses estão se tornando quase um gênero à parte. Depois do sucesso das franquias "Harry Potter" e "O Senhor dos Anéis" vieram "As Crônicas de Nárnia" e "A Bússola de Ouro". Para aumentar a lista, "Os Seis Signos da Luz" desembarca nos cinemas brasileiros na próxima sexta-feira, em cópias dubladas e legendadas.

Mesmo não sendo baseado nem em um livro muito conhecido fora da Inglaterra, nem trazendo nenhum nome de muito peso em seu elenco, "Os Seis Signos da Luz" oferece um resultado mais satisfatório do que o badalado e rentável "A Bússola de Ouro".

A seu favor, o diretor suíço David L.Cunningham tem um roteiro mais organizado do que "A Bússola de Ouro". Aqui, permite-se um tempo para apresentar os personagens, a narrativa desenvolve-se num ritmo razoável e criaturas estranhas e mundos mágicos não surgem do nada. O roteiro é baseado num livro da inglesa Susan Cooper, lançado originalmente na década de 1970.

O personagem central é Will Stanton (Alexander Ludwig), cuja família muda-se dos Estados Unidos para uma pequena cidade na Inglaterra. Logo o garoto de 14 anos descobre que pertence a um grupo de antigos guerreiros em extinção. Seus últimos líderes são Merriman Lyon (Ian McShane, de "Shrek Terceiro") e Miss Greythorne (Frances Conroy, da série "A Sete Palmos").

Will não demora muito a aceitar que tem algo de especial à la Luke Skywalker e Harry Potter. Ele é um guerreiro que deverá lutar numa batalha entre a Luz e as Trevas. Essa notícia chega até ele no dia de seu aniversário, junto com uma série de acontecimentos estranhos.

Ao lado dos Antigos -- é assim que são chamados os cavaleiros mais velhos -, Will deverá enfrentar o Cavaleiro (Christopher Eccleston, de "Os Outros"), aceitar a si mesmo com um dos Antigos e aprender a lidar com seus poderes.

"Os Seis Signos da Luz" não pretende fugir dos conceitos básicos e da dualidade bem contra o mal, da luz contra as trevas. A direção de arte e os efeitos especiais são competentes.

(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)