ESTRÉIA-Will Smith e Alice Braga estrelam "Eu Sou a Lenda"

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008 11:08 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - Aos 24 anos, Alice Braga tornou-se a atriz brasileira com mais expressiva carreira no cinema internacional. Um ano depois do lançamento da co-produção brasileiro-mexicana "Só Deus Sabe", ao lado de Diego Luna, ela conseguiu o único papel feminino da ficção científica "Eu Sou a Lenda". O filme, que estréia em circuito nacional nesta sexta (18), é estrelado por Will Smith ("À Procura da Felicidade").

Na seqüência de "Eu Sou a Lenda", um dos maiores sucessos de bilheteria do ano passado nos EUA, Alice Braga já engatou quatro outros trabalhos internacionais: "Blindness", adaptação do livro "Ensaio sobre a Cegueira", de José Saramago, dirigida pelo brasileiro Fernando Meirelles; "Crossing Over", de Wayne Kramer, estrelado por Harrison Ford e Sean Penn; "Redbelt", de David Mamet, em que contracenará com o brasileiro Rodrigo Santoro, e ainda está filmando no Canadá "Repossessing Mambo", de Miguel Sapochnik, ao lado do ator inglês Jude Law.

Por conta dessa filmagem, a atriz, que é sobrinha de Sonia Braga, nem pôde vir ao Brasil participar das entrevistas de lançamento de "Eu Sou a Lenda", no Rio de Janeiro, no último final de semana. Vieram apenas o diretor do filme, Francis Lawrence (de "Constantine"), o roteirista Akiva Goldman e o astro Will Smith.

Nesta ficção futurista, Smith, que se prepara para completar 40 anos em setembro, assume mais uma vez o papel de herói. O ano é 2012. Nova York tornou-se uma cidade deserta, onde as suas largas avenidas transformaram-se em matagais, seus imensos edifícios, em estruturas abandonadas.

Nas ruas atulhadas de detritos, um único carro, um possante Shelby Mustang GT-500, passa a toda velocidade. Dentro dele, Robert Neville (Smith), e sua cadela, a pastora alemã Sam.

Médico virologista, Neville é o único habitante humano sadio de Manhattan. Todos os demais ou morreram ou foram transformados em pavorosos zumbis canibais, que saem à noite à caça de carne.

Apesar de não serem exatamente vampiros, eles também têm pouca resistência à luz. Neville, portanto, só circula durante o dia à procura de algum outro ser humano que possa ter sobrado da maciça contaminação que varreu o país, quem sabe o mundo. O culpado: um vírus que surgiu de um tratamento pioneiro que, anos atrás, erradicou o câncer, mas gerou este terrível efeito colateral.

Quando a tarde cai, Neville e Sam recolhem-se à sua casa na Washington Square, fechando portas e janelas previamente fortalecidas com barras metálicas. Tudo para resistir aos ataques das hordas canibais.

No subsolo, o virologista realiza experiências com animais -- e, quando consegue, com algum zumbi -, procurando chegar a uma vacina, a uma fórmula que reverta os efeitos da epidemia. Por uma incrível coincidência, ele é, misteriosamente, o único ser humano imune, ainda que seja mordido pelos canibais.   Continuação...