ESTRÉIA-"Missão Babilônia" dá toque místico em trama futurística

quinta-feira, 18 de setembro de 2008 14:37 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - Baseado num romance do francês Maurice G. Dantec, "Missão Babilônia", de Mathieu Kassovitz, é um filme de ação que procura temperar sua história com alguns toques de misticismo e ficção científica. O filme entra em circuito nacional nesta sexta-feira.

Vin Diesel ("Triplo X") interpreta um mercenário chamado Toorop, cujo lema é matar para não morrer. Ele vive num futuro não muito distante, quando todas as pessoas são rastreadas e vigiadas por meio de satélites. Um dia, é contratado por uma figura estranha, vivida por Gérard Depardieu, para conduzir do Cazaquistão à cidade de Nova York uma jovem refugiada num convento.

Ela é Aurora (Mélanie Thierry), que viajará na companhia de sua protetora, a irmã Rebeka (Michelle Yeoh, de "O Tigre e o Dragão"). Todos viajarão de trem, carro, submarino e outros meios de transporte mais inusitados, sempre protegendo a garota, que esconde um segredo.

Aurora pode ser uma figura messiânica ou uma arma biológica. De qualquer forma, seu destino não é promissor, pois muita gente quer capturá-la. Há uma sacerdotisa (Charlotte Rampling, de "Instinto Selvagem 2") e também um cientista (Lambert Wilson, "The Matrix Revolutions"), cada um com seus interesses pela garota.

Aurora é dotada de poderes estranhos, mostrando-se capaz de prever o futuro e comunicar-se em diversas línguas. Esses seus dotes serão muito úteis durante a fuga ao lado do mercenário e da irmã até chegar a Nova York, onde novos incidentes acontecem.

Enquanto se mantém em cenas de ação, correria e tiroteios, "Missão Babilônia" não foge do esquematismo do gênero, e, por isso mesmo, tem um certo nível. O grande problema é quando, no seu ato final, tenta combinar coisas tão diferentes como inteligência artificial e uma gravidez milagrosa.

A bem da verdade, o diretor, o francês Mathieu Kassovitz ("Na Companhia do Medo"), já havia renegado o filme, cuja montagem final não é de sua responsabilidade. No site francês AMCTV.com, ele disse que a versão final de "Missão Babilônia" "não passa de pura violência e estupidez" e não tem nada a ver com o que ele havia planejado originalmente. "Mais parece um episódio ruim de '24 Horas"', comparou Kassovitz.

(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)