Filho de autor do "O Poderoso Chefão" processa estúdio por game

quinta-feira, 19 de junho de 2008 10:07 BRT
 

LOS ANGELES (Reuters) - O filho do escritor Mario Puzo, o autor de "O Poderoso Chefão", abriu processo contra Paramount Pictures na quarta-feira, afirmando que ela falhou em entregar qualquer receita do videogame baseado no livro que deu origem ao filme.

Em documentos encaminhados num tribunal em Los Angeles em 18 de junho, Anthony Puzo afirmou que está pedindo pelo menos 1 milhão de dólares por danos decorrentes de violação de contrato.

A ação vem depois que a Paramount licenciou a publisher de videogame Electronic Arts em 2006 a desenvolver e distribuir um jogo baseado nos personagens e histórias do filme "O Poderoso Chefão", de 1972. O filme teve duas continuações.

Puzo alegou que a Paramount, unidade da Viacom, firmou acordo com seu pai em 1992, concordando em dar a Puzo uma parcela significativa da receita de qualquer produto áudio-visual vendido ou alugado com elementos dos filmes "O Poderoso Chefão".

Puzo morreu em 1999, aos 78 anos, deixando seus bens para os filhos. "Numa violação do acordo de produtos áudio-visuais, a Paramount falhou e se recusou a pagar a Puzo Estate a soma devida no que diz respeito ao jogo O Poderoso Chefão", afirma o processo.

O processo alega que o acordo foi feito porque Puzo recebeu um pagamento "extremamente baixo" pela Paramount pelos direitos para o filme por ser um "autor jovem e relativamente desconhecido, com dificuldades para sustentar a família" na época. Ninguém na Paramount estava disponível para comentar o assunto.

(Escrito por Belinda Goldsmith)

 
<p>O escritor Mario Puzo mostra seu Oscar ganhos por 'O Poderoso Chef&atilde;o II', em abril de 1975. O filho do escritor Mario Puzo, o autor de 'O Poderoso Chef&atilde;o', abriu processo contra Paramount Pictures na quarta-feira, afirmando que ela falhou em entregar qualquer receita do videogame baseado no livro que deu origem ao filme.REUTERS (Newscom TagID: rtrphotos136430)     [Photo via Newscom] Photo by Corbis Bettmann</p>