Polícia suspeita que roubo no Masp foi encomenda de colecionador

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007 17:40 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - A polícia informou nesta tarde de quinta-feira que trabalha com a suspeita de que o roubo das telas de Pablo Picasso e Cândido Portinari no Museu de Arte de São Paulo (Masp) foi encomendado por um colecionador, já que são obras muito populares para serem comercializadas sem levantar suspeitas.

"A gente acredita que pode estar na mão de algum colecionador, para uso exclusivo dele, porque é uma coisa tão pública, não é?", disse a jornalistas o delegado Marcos de Moura, da polícia civil paulista.

"Isso é coisa de profissional, não tem nada de amador."

Os trabalhos, que estavam entre os principais do acervo do Masp, foram roubados nesta madrugada em uma ação que durou apenas três minutos.

As imagens das câmeras do museu captaram apenas a invasão, mas não o momento do roubo.

Uma fonte que pediu para não ter seu nome revelado, envolvida na investigação, afirmou que as luzes do segundo andar do museu estavam apagadas por medidas de economia e por isso as câmeras não conseguiram filmar o momento do furto.

O Masp chegou a ter a energia cortada em 2005, chegando a fechar para visitas.

Segundo a polícia, três homens invadiram o local, sem usar capuz, arrombaram a porta principal e uma segunda, retirando os quadros de locais separados, distantes. As duas portas não tinham alarme.

As telas roubadas são "Retrato de Suzanne Bloch" (1904), do artista espanhol, e "O Lavrador de Café" (1939), do brasileiro.   Continuação...