Escritor polêmico é impedido de entrar nos Estados Unidos

quinta-feira, 20 de março de 2008 11:50 BRT
 

NOVA YORK (Reuters) - O polêmico escritor britânico Sebastian Horsley foi proibido de entrar nos Estados Unidos assim que chegou para divulgar sua autobiografia que fala de sexo, da família problemática e do vício em drogas. A informação é de sua editora, que se pronunciou na quarta-feira.

Seale Ballenger, porta-voz da HarperCollins, disse que Horsley foi barrado pelas oficiais de imigração no aeroporto de Newark, em Nova York, ao chegar de Londres para promover o livro "Dandy in the Underworld".

Ele disse que o extravagante escritor, que usava cartola, terno de três peças e unhas pintadas, foi acusado de "depravação moral" por ser um ex-viciado em drogas, defender a prostituição e ter se auto-crucificado nas Filipinas em 2000.

Horsley, 45, diz que já dormiu com mais de mil prostitutas, trabalhou como michê e foi internado em clínicas de reabilitação várias vezes. Na Internet, há vídeos dele falando sobre o uso de drogas e de sua vida sexual.

"Ele é muito honesto sobre sua vida. Sebastian é assim", disse Ballenger à Reuters, em uma festa em Nova York que, a princípio, seria o lançamento do livro, mas acabou virando um movimento para trazer o escritor de volta aos Estados Unidos.

Depois de ser interrogado pelos oficiais de imigração por várias horas, Horsley teve de embarcar de volta para Londres.

No escritório nova-iorquino do serviço de Despacho e Proteção das Fronteiras dos Estados Unidos, ninguém pôde falar a respeito. O New York Times citou uma das porta-vozes do escritório, Lucille Cirillo, que disse não poder comentar casos individuais.

Mas, em um email ao jornal, ela explicou que, sob um programa que permite a entrada de britânicos nos EUA sem a necessidade de visto, "não são aceitos passageiros condenados por crimes de depravação moral (que incluem violações relacionadas a substâncias controladas) ou que admitam já terem sido viciados".

A autobiografia de Horsley foi publicada na Grã-Bretanha em setembro e a crítica o qualificou tanto como divertida quanto como revoltante.

(Reportagem de Belinda Goldsmith)