Filme mexicano "La Misma Luna" dá face humana à imigração

sexta-feira, 21 de março de 2008 11:03 BRT
 

Por Iain Blair

LOS ANGELES, Estados Unidos (Reuters) - A cineasta mexicana Patrícia Riggen enfrentou tantos obstáculos na realização de seu novo filme, "La Misma Luna" ("A Mesma Lua"), que quase desistiu. Sorte dela e do público que ela insistiu no projeto.

O filme falado em espanhol, lançado nesta semana em grandes cidades dos EUA, confere um rosto humano à imigração ilegal. Mas Riggen espera que as platéias enxerguem além das questões políticas e se comovam com a história de mãe e filho que tentam se reencontrar.

A obra foi aplaudida de pé no festival de Sundance em 2007, virando a grande revelação do mais importante evento do cinema independente nos EUA.

A Fox Searchlight, distribuidora de filmes "cult" como "Juno", rapidamente levou "La Misma Luna" para as salas comerciais. Para Riggen, parecia um sonho, mas chegar lá não foi fácil.

"Foi o meu primeiro longa-metragem. Não tínhamos dinheiro, não tínhamos tempo, e as pessoas me diziam que eu era louca só de tentar", contou Riggen à Reuters.

"La Misma Luna" conta a história de Rosario, que trabalha ilegalmente como doméstica em Los Angeles, depois de deixar o filho Carlos no México.

Após anos de afastamento, o menino de 9 anos decide arriscar tudo para cruzar a fronteira e ver a mãe. Segue-se então uma angustiante descrição das agruras que os imigrantes clandestinos enfrentam na viagem e depois da chegada aos EUA.

Riggen insiste que ela e a roteirista Ligiah Villalobos não estavam pensando em fazer um filme político. "A imigração não era um tópico tão grande. Na verdade, era considerado um assunto ruim, porque as pessoas não queriam ver filmes a respeito. Mas fui adiante porque nunca pensei nesse filme nesses termos."   Continuação...