Medalha em Pequim vale ouro no mercado publicitário no Brasil

quarta-feira, 27 de agosto de 2008 13:53 BRT
 

Por Fernanda Ezabella

SÃO PAULO (Reuters) - Voltar com medalhas na bagagem tem sido um bom negócio para atletas brasileiros vindos dos Jogos de Pequim.

A assessora Danielle Carvalho lembra como bateu de porta em porta, há um ano, atrás de patrocínio para seu novo cliente, na época um nadador pouco conhecido. Das 30 empresas que procurou, só uma deu certo, até que surgiu a primeira medalha para César Cielo, nos Jogos de Pequim.

"As empresas que não tinham dado retorno na fase inicial, passaram a ligar agora, logo depois do bronze", disse a Danielle, cujo cliente ficou em terceiro lugar nos 100 metros livre e conseguiu, mais tarde, ouro nos 50 metros em Pequim.

Cielo, 21 anos, é sem dúvida o atleta mais assediado entre os que estão voltando da Olimpíada de Pequim. Jovem e solteiro, tem feito a festa de revistas femininas, para quem já fez dois ensaios sem camisa.

Além de contratos com novas empresas, Danielle também analisa propostas para Cielo participar de feiras e eventos de tecnologia e velocidade, além de desfiles de moda, como o que irá participar na noite de quinta-feira, em São Paulo, chamado Hair Fashion Show.

"A idéia é não pegar patrocínios oportunistas, de seis meses, e sim aqueles de longo prazo, para um próximo ciclo olímpico", adverte a assessora.

Maurren Maggi, primeira mulher a conquistar um ouro olímpico para o Brasil em esporte individual, surge em segundo no quesito assédio. Ao chegar ao país na terça-feira, em sua primeira coletiva em solo brasileiro, Maurren já foi logo negando que toparia posar para a Playboy.

"A Sophia não deixaria", disse Maurren sobre a filha de três anos.   Continuação...

 
<p>A medalhista brasileira Maurren Maggi durante cerim&ocirc;nia de entrega de medalhas do salto em dist&acirc;ncia em Pequim. Voltar com medalhas na bagagem tem sido um bom neg&oacute;cio para atletas brasileiros vindos dos Jogos de Pequim. Photo by Mike Blake</p>