28 de Março de 2008 / às 13:03 / em 9 anos

ESTRÉIA-"Partículas Elementares" traz atuação premiada em Berlim

<p>-'Part&iacute;culas Elementares' traz atua&ccedil;&atilde;o premiada em Berlim. Rosto conhecido dos brasileiros pela atua&ccedil;&atilde;o em 'Corra, Lola, Corra' (1998), Moritz Bleibtreu venceu o pr&ecirc;mio de melhor ator no Festival de Berlim de 2006 por seu trabalho no drama 'Part&iacute;culas Elementares', que estr&eacute;ia em S&atilde;o Paulo na sexta-feira. Foto do Arquivo. Photo by Arnd Wiegmann</p>

SÃO PAULO (Reuters) - Rosto conhecido dos brasileiros pela atuação em “Corra, Lola, Corra” (1998), Moritz Bleibtreu venceu o prêmio de melhor ator no Festival de Berlim de 2006 por seu trabalho no drama “Partículas Elementares”, que estréia em São Paulo na sexta-feira com dois anos de atraso em relação ao seu lançamento internacional.

Dirigido e roteirizado por Oskar Roehler, o filme adapta romance homônimo do escritor francês Michel Houellebecq, publicado originalmente em 1998.

O filme conta a história de dois meio-irmãos, Michael (Christian Ulman) e Bruno (Moritz Bleibtreu), filhos de uma mãe hippie (Nina Hoss), que os deixou aos cuidados cada um de uma avó diferente, enquanto ela corria o mundo em suas aventuras.

Como resultado da decisão da mãe, os dois irmãos acabaram só descobrindo a existência um do outro na adolescência. Em comum, têm as cicatrizes emocionais de uma vida cheia de altos e baixos, o que se reflete profundamente em seus relacionamentos afetivos.

Michael é um biólogo molecular renomado, que no momento se dedica a uma pesquisa sobre clonagem na Irlanda. Olhando o mundo a partir de seu laboratório, ele tem dificuldades para se aproximar das mulheres.

Já com 30 anos, Michael ainda é virgem e cultiva uma fixação platônica por uma amiguinha de infância, Annabelle -- na idade adulta, interpretada por Franka Potente, a estrela de “Corra, Lola, Corra”.

Um incidente o leva a rever Annabelle, quando Michael é obrigado a voltar à sua terra natal.

Seu irmão Bruno, professor de literatura num colégio secundário, é o extremo oposto. Vive com a cabeça tomada por fantasias sexuais, o que finalmente acaba com seu casamento. Estas fantasias o levam também a se aproximar de suas próprias alunas, em paixões não-correspondidas.

Sob o peso deste fracasso sentimental e também da frustração de não conseguir publicar um livro, Bruno recorre a uma terapeuta (Corinna Harfouch). De seus relatos, surge um passado repleto de incidentes devastadores, que explicam em boa parte os problemas emocionais dos dois irmãos.

Sempre ansioso em sua busca por mulheres, Bruno vai a uma espécie de acampamento adulto, onde conhece a liberada Christianne (Martina Gedeck). Finalmente, ele tem sua alma gêmea. Christianne é aberta a novas experiências e Bruno finalmente sente-se livre e integrado.

Lidando com problemas emocionais profundos, o filme apresenta uma verdade humana autêntica, especialmente por conta do empenho dos atores.

Por Neusa Barbosa, do Cineweb

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