29 de Maio de 2008 / às 18:50 / em 9 anos

Porto Alegre inaugura grande museu para obras de Iberê Camargo

SÃO PAULO (Reuters) - Catorze anos após sua morte, o artista Iberê Camargo ganha um museu em Porto Alegre que desde já consta entre os melhores do país.

<p>Porto Alegre inaugura grande museu para obras de Iber&ecirc; Camargo. Constru&ccedil;&atilde;o da sede da Funda&ccedil;&atilde;o Iber&ecirc; Camargo. Catorze anos ap&oacute;s sua morte, o artista Iber&ecirc; Camargo ganha um museu em Porto Alegre que desde j&aacute; consta entre os melhores do pa&iacute;s. Photo by Fabio Del Re</p>

A nova sede da Fundação Iberê Camargo (FIC) será inaugurada na sexta-feira, às margens do lago Guaíba, após cinco anos do início da construção.

O projeto é do renomado arquiteto português Álvaro Siza, que assina também os móveis e as placas de sinalização do museu. O trabalho lhe rendeu um Leão de Ouro na 8a Bienal de Arquitetura de Veneza e foi orçado em 40 milhões de reais.

Iberê, reconhecido pelas pinturas densas de carretéis e ciclistas, é considerado um mestre do expressionismo brasileiro. Ele deixou um acervo de quatro mil obras, produzidas em meio século de trabalho.

O centro vai preservar o acervo de Iberê, além de ser dedicado aos estudos da obra do artista e às reflexões sobre arte moderna e contemporânea.

“A nova sede é uma obra duradoura, e é isso que o Iberê queria”, disse sua mulher Maria Camargo, 92 anos, no material de divulgação do centro. “Nós moramos durante muito tempo no Rio de Janeiro e voltamos ao Rio Grande do Sul, porque o Iberê queria fazer de Porto Alegre uma cidade culturalmente mais desenvolvida e forte.”

O prédio tem nove salas de exposição, distribuídas em três andares. No subsolo, há um auditório para 100 pessoas, ateliê de gravura e um estacionamento para 100 veículos. Há ainda uma trilha ecológica de 200 metros, criada na mata nativa localizada atrás do museu.

Segundo os organizadores, é o primeiro prédio cultural do Brasil construído dentro de todas as normas internacionais de segurança e atendimento.

“A construção representa um novo paradigma para as instituições culturais brasileiras, destacando-se por suas inovações tecnológicas”, afirmou Justo Werlang, vice-presidente da FIC.

A abertura terá a retrospectiva “Iberê Camargo -- Moderno no Limite”, com 89 pinturas, gravuras e desenhos, em cartaz até 31 de agosto.

Ainda este ano haverá uma intervenção no prédio da artista Iole de Freitas, em julho, e mostras de Jorge Guinle, em setembro, e Alberto da Veiga Guignard, em dezembro.

Por Fernanda Ezabella

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