30 de Janeiro de 2008 / às 11:57 / em 10 anos

Em bateria do tri, Viradouro pode ter Juliana Paes como troféu

<p>Foto de arquivo da rainha de bateria da Viradouro Juliana Paes no desfile do Carnaval de 2007, no Rio de Janeiro. Photo by Jorge Silva</p>

Por Pedro Fonseca

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Músicos com bolas de futebol e uma rainha que pode se transformar em troféu são algumas das novidades que a bateria da Viradouro pode apresentar na avenida no Carnaval deste ano, em uma homenagem à seleção brasileira tricampeã do mundo em 1970.

Sob comando do mestre Ciça, a bateria da escola inovou em 2007 ao desfilar sobre um carro alegórico na Marquês de Sapucaí, em um manobra que incluiu a subida e a descida dos carros dos cerca de 300 componentes.

"Gosto de criar coisas novas, esse ano vamos fazer uma homenagem aos campeões de 70 e vamos jogar bola para todo lado na avenida", disse Ciça à Reuters por telefone, sem revelar como as bolas seriam levadas pelos ritmistas.

O mestre, que está há nove anos na Viradouro, espera contar com o reforço do ex-jogador da seleção Brito em sua equipe. Além de zagueiro campeão do mundo em 1970, no México, o ex-jogador toca tamborim.

A maior novidade do desfile da bateria, entretanto, pode ser a representação da rainha, Juliana Paes, como taça Jules Rimet.

<p>Atriz Juliana Paes como rainha de bateria da Viradouro durante o desfile da escola no Carnaval 2007, Rio de Janeiro. M&uacute;sicos com bolas de futebol e uma rainha que pode se transformar em trof&eacute;u s&atilde;o algumas das novidades que a bateria da Viradouro pode apresentar na avenida no Carnaval deste ano, em uma homenagem &agrave; sele&ccedil;&atilde;o brasileira tricampe&atilde; do mundo em 1970. Photo by Jorge Silva</p>

A musa seria levantada por alguns ritmistas como se fosse o troféu, conquistado em definitivo pela seleção devido ao tricampeonato mundial. A taça de ouro foi roubada anos depois da sede da CBF, no Rio de Janeiro, e derretida pelos ladrões segundo investigações da época.

A coreografia foi ensaiada algumas vezes, mas Ciça garante que ainda não está definido se a manobra será apresentada ou não.

"Ainda estamos em estudo", disse ele. "Não podemos quebrar a harmonia da escola", acrescentou, mantendo uma dose de segredo para o desfile da escola, no domingo de Carnaval.

O carnavalesco da Viradouro, Paulo Barros, afirmou que seu enredo "É de Arrepiar" não inclui a representação de Juliana como o troféu. Segundo ele, seria difícil levantá-la sem prejudicar o andamento da escola.

"Não sei o que ele (Ciça) combinou diretamente com ela, mas acho bastante improvável", disse à Reuters. "Acredito que seja complicado, porque ela estará com uma roupa, tem toda uma postura na avenida."

O enredo da escola, segundo Barros, trata de oito sensações de arrepio: frio, arrepio do cabelo, do toque, da execução, da arte, da repugnância, do terror e da saudade.

A referência da bateria à seleção do tri está incluída no arrepio da arte, de acordo com Barros.

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