Paparazzo tentou vender fotos de Diana no local do acidente

terça-feira, 30 de outubro de 2007 21:22 BRST
 

Por Paul Majendie

LONDRES (Reuters) - Um fotógrafo ligou para um jornal britânico do túnel em Paris onde a princesa Diana agonizava a fim de oferecer fotos exclusivas por 300 mil libras, afirmou na terça-feira uma testemunha diante de uma corte de Londres.

Duas fotos de Diana, nas quais a princesa aparece estirada no assoalho das ferragens retorcidas do carro, foram enviadas para a editoria de fotografia do tablóide The Sun por Romuald Rat, um dos paparazzi que a perseguiam.

Stephane Darmon, motociclista de Rat na noite em que Diana morreu, disse que o fotógrafo havia tentado ajudar a princesa no local do acidente, ocorrido no dia 31 de agosto de 1997.

Mas em uma discussão acalorada no tribunal, a versão de Darmon viu-se contestada por Richard Keen, advogado do motorista do carro de Diana, Henri Paul, que também morreu no acidente, junto com a princesa e com o namorado dela, Dodi al-Fayed.

"O que o senhor Rat estava protegendo não eram as vítimas da batida, mas as 300 mil libras que havia acertado por telefone com o Sun", disse Keen à corte onde transcorre o processo de investigação a respeito das mortes de Diana e Dodi.

Rat, que estava trabalhando para a agência Gamma à época, disse à Reuters em Paris que não havia nem contatado o jornal nem tirado fotos dos corpos e afirmou que foi confundido com outra pessoa.

"Eu não tirei fotos dos corpos", disse ele por telefone. "Apenas fotografei a cena do acidente, então em minhas fotos você verá apenas o carro, o túnel e serviços de emergência".

Keen acusou Rat e Darmon de apresentarem o evento por meio de "mentiras" que foram elaboradas para protegê-los das acusações de homicídio culposo e de omissão de socorro.   Continuação...