October 31, 2007 / 12:29 PM / 10 years ago

Paparazzo tentou vender fotos de Diana no local do acidente

3 Min, DE LEITURA

Por Paul Majendie

LONDRES (Reuters) - Um fotógrafo ligou para um jornal britânico do túnel em Paris onde a princesa Diana agonizava a fim de oferecer fotos exclusivas por 300 mil libras, afirmou na terça-feira uma testemunha diante de uma corte de Londres.

Duas fotos de Diana, nas quais a princesa aparece estirada no assoalho das ferragens retorcidas do carro, foram enviadas para a editoria de fotografia do tablóide The Sun por Romuald Rat, um dos paparazzi que a perseguiam.

Stephane Darmon, motociclista de Rat na noite em que Diana morreu, disse que o fotógrafo havia tentado ajudar a princesa no local do acidente, ocorrido no dia 31 de agosto de 1997.

Mas em uma discussão acalorada no tribunal, a versão de Darmon viu-se contestada por Richard Keen, advogado do motorista do carro de Diana, Henri Paul, que também morreu no acidente, junto com a princesa e com o namorado dela, Dodi al-Fayed.

"O que o senhor Rat estava protegendo não eram as vítimas da batida, mas as 300 mil libras que havia acertado por telefone com o Sun", disse Keen à corte onde transcorre o processo de investigação a respeito das mortes de Diana e Dodi.

Rat, que estava trabalhando para a agência Gamma à época, disse à Reuters em Paris que não havia nem contatado o jornal nem tirado fotos dos corpos e afirmou que foi confundido com outra pessoa.

"Eu não tirei fotos dos corpos", disse ele por telefone. "Apenas fotografei a cena do acidente, então em minhas fotos você verá apenas o carro, o túnel e serviços de emergência".

Keen acusou Rat e Darmon de apresentarem o evento por meio de "mentiras" que foram elaboradas para protegê-los das acusações de homicídio culposo e de omissão de socorro.

O júri ouviu a leitura de trechos de uma entrevista concedida ao Canal 4 por Kenneth Lennox, editor de fotografia do The Sun, que disse ter recebido uma ligação "um tanto nervosa" na qual ouviu a oferta sobre as fotos exclusivas.

Lennox afirmou que as fotos "saltaram na tela existente na minha frente".

Uma mostrava Diana caída na parte de trás da Mercedes, com um fio de sangue no rosto. Na segunda, aparecia um médico atendendo a princesa com uma máscara de oxigênio que espalhou o sangue no rosto dela.

Investigações realizadas pela polícia da França e da Grã-Bretanha concluíram que a morte de Diana e de Dodi havia resultado do fato de o motorista deles estar embriagado e dirigindo em alta velocidade.

Mas Mohamed al-Fayed defende que os serviços secretos da Grã-Bretanha, agindo a mando do marido da rainha Elizabeth 2a, príncipe Philip, assassinaram o casal porque Diana estaria grávida do namorado muçulmano, com quem pretenderia casar-se.

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