ESTRÉIA-Heróis vão à China em novo filme da série "A Múmia"

quinta-feira, 31 de julho de 2008 12:37 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - Neste ano de Olimpíadas na China, todo mundo teve a mesma idéia. Primeiro o desenho "Kung-Fu Panda", agora a série "A Múmia" escolhe como cenário o país mais populoso do mundo no terceiro filme da série, "A Múmia: Tumba do Imperador Dragão", que estréia em circuito nacional em cópias dubladas e legendadas.

Como os outros dois filmes da série, "A Múmia" (2000) e "O Retorno da Múmia" (2001), dirigidos por Stephen Sommers, o terceiro capítulo procura a diversão. Mas, como a direção deste terceiro é de Rob Cohen, especialista em filmes de ação como "Triplo X" e "Velozes e Furiosos", abre-se mais espaço a pancadarias e tiroteios.

Na introdução, apresenta-se um imperador chinês (Jet Li, de "Cão de Briga") que, como todo bom governante megalomaníaco, não se contenta com o seu próprio território e quer sempre mais.

Ele deseja também uma sábia feiticeira Zi Juan (Michelle Yeoh, de "Memórias de uma Gueixa"), mas ela é apaixonada por outro. Por este motivo, ele é assassinado pelo imperador.

Para se vingar, a mulher joga uma maldição sobre o soberano e seus guerreiros, que se transformam em figuras de terracota. O detalhe inspira-se no famoso exército dos guerreiros de Xian, como ficaram conhecidas as 8.000 figuras de terracota, descobertas numa escavação arqueológica em 1974, no túmulo do imperador Qin, sepultado no ano 210 A.C.

Séculos mais tarde, Alex O'Connel (Luke Ford), filho dos heróis dos dois primeiros filmes, está explorando uma região da China, onde encontra a tumba do imperador -- sem que seus pais saibam.

Rick (Brendan Fraser, de "Viagem ao Centro da Terra") e Evelyn (Maria Bello, substituindo Rachel Weisz, que não quis repetir seu papel neste filme) agora levam uma vida sossegada, longe das aventuras -- ele pesca, ela escreve romances de aventura sobre um casal de exploradores às voltas com múmias.

Uma série de acontecimentos reúne em Xangai Rick, Evelyn, Alex e o tio Jonathan (John Hannah, "A Última Legião"), que vão devolver uma relíquia ao museu daquela cidade, onde o caçula da família acabou de guardar os objetos que descobriu na tumba -inclusive o imperador mumificado.

Como nos outros filmes da série, aos poucos os mortos voltam à vida para conquistar o mundo e cabe a Rick e à nova Evelyn salvarem o restante da humanidade. Para isso, acontecem sequências de artes marciais, explosões, perseguições e muito, muito barulho. Nesse filme também há abomináveis homens da neve do bem, conhecidos como Yetis, e uma fonte da vida na mítica Shangri-lá, além do exército de terracota.

Há alguns momentos engraçados no filme -- em especial quando voltam à vida os inimigos do imperador em forma de caveiras caindo aos pedaços. Resta saber, enfim, como os chineses vão reagir a uma visão um tanto negativa de uma relíquia tão importante do país, como o exército de terracota.

(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)

 
<p>Her&oacute;is v&atilde;o &agrave; China em novo filme da s&eacute;rie 'A M&uacute;mia'. Primeiro o desenho 'Kung-Fu Panda', agora a s&eacute;rie 'A M&uacute;mia' escolhe como cen&aacute;rio o pa&iacute;s mais populoso do mundo no terceiro filme da s&eacute;rie, 'A M&uacute;mia: Tumba do Imperador Drag&atilde;o', que estr&eacute;ia em circuito nacional em c&oacute;pias dubladas e legendadas. Foto do Arquivo. Photo by Susana Vera</p>