23 de Setembro de 2008 / às 04:21 / 9 anos atrás

"Mad Men" e "John Adams" sagram-se grandes vencedores do Emmy

Por Steve Gorman

LOS ANGELES (Reuters) - Duas séries de época separadas por 200 anos de história americana, “Mad Men” e “John Adams”, entraram para o livro de recordes do Emmy no domingo, quando a cerimônia de apresentação da maior premiação da televisão dos EUA foi marcada por insinuações políticas.

“Mad Men”, a aclamada nova série da AMC que tem como cenário a cena publicitária de Nova York no auge da revolução social dos anos 1960, tornou-se o primeiro programa de um canal a cabo que não a HBO a vencer o Emmy de melhor série dramática.

Já a série em sete capítulos “John Adams”, produção da HBO sobre o segundo presidente americano, encerrou a noite com 13 Emmys, a maior premiação para uma minissérie, ultrapassando o recorde anterior de 11 estatuetas de “Angels in America”, produção de 2004 da HBO adaptada da peça homônima vencedora do prêmio Pulitzer.

Os eleitores do Emmy também repetiram a história coroando uma paródia da própria indústria da tevê, a série “30 Rock”, eleita melhor comédia pelo segundo ano consecutivo, enquanto outra sátira da NBC, “The Office”, foi esnobada pelo terceiro ano seguido.

A diferença este ano foi que “30 Rock” também deu prêmios às suas duas estrelas, Tina Fey e Alec Baldwin.

Fey foi eleita melhor atriz de comédia como a perturbada chefe de redação de um programa de variedades, um papel vagamente baseado em sua experiência no programa “Saturday Night Live”. Baldwin venceu o prêmio de melhor ator de comédia como seu chefe egoísta e inescrupuloso.

Criadora e produtora da comédia, Fey também conquistou o melhor roteiro de uma série cômica.

Nas séries dramáticas a atriz Glenn Close, cinco vezes indicada ao Oscar, foi eleita melhor atriz, como aliás já era esperado, por encarnar uma impiedosa advogada na nova série de tribunal da FX “Damages”.

A maior surpresa da noite foi o Emmy de melhor ator de drama concedido a Bryan Cranston, que estrela outro programa da tevê a cabo na AMC, “Breaking Bad”. no papel de um professor de segundo grau e doente terminal que fabrica metanfetamina.

Cranston, que anteriormente fez o papel do pai na comédia da Fox “Malcolm in the Middle”, chamou a atenção a disparidade entre sua honraria no Emmy e a pouca audiência de seu show, algo que muitos vencedores do prêmio deste ano têm em comum.

“Estamos em uma rede pequena, poucas pessoas nos vêem, então com um pouco de sorte isto vai atrair alguma atenção para nós”, disse ele nos bastidores.

“John Adams” foi o grande vencedor com um total de 13 prêmios, incluindo melhor minissérie. A estatueta de melhor ator na categoria foi para seu protagonista Paul Giamatti, mais conhecido pelo papel do melancólico apreciador de vinhos no filme “Sideways”,

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