Visita de McCartney reacende "Beatlemania" em Israel

quarta-feira, 24 de setembro de 2008 12:56 BRT
 

Por Ari Rabinovich

TEL AVIV (Reuters) - Paul McCartney chegou a Israel nesta quarta-feira para uma apresentação histórica e faz o sinal de paz e amor com os dedos para os fãs que o seguiam pedindo autógrafos.

"Sou eu", disse McCartney a fotógrafos em um hotel em Tel Aviv, horas após desembarcar para um dos maiores shows de rock no Estado judeu, que repeliu os Beatles há 43 anos, classificando-os como "influência corrupta".

"Sou eu mesmo, estou dizendo", disse McCartney. "Shalom", acrescentou, usando o termo hebreu que quer dizer "olá, paz".

O show do ex-Beatle, chamado de "Amizade Primeiro", é parte de uma série de apresentações que levaram McCartney, de 66 anos, a cidades que ele nunca tinha visitado antes.

Os organizadores disseram que ele tocaria mais de 30 músicas, incluindo sucessos dos Beatles, para uma multidão de pelo menos 40 mil pessoas, em um palco montado em um parque em Tel Aviv.

As entusiasmadas boas-vindas dadas a McCartney contrastam com a rejeição ao pedido dos Beatles para tocar no país, no auge de sua carreira, em 1965.

A recusa foi atribuída a Golda Meir, primeira-ministra na época, que, segundo dizem, classificou os Beatles como "influência corrupta".

O historiador da cultura Alon Gal disse que foi um extinto painel cultural, e não Meir, o responsável pela decisão, depois que a platéia de jovens ficou incontrolável em uma apresentação do rock star Cliff Richard.

Apesar da proibição, a "Beatlemania" foi tão forte em Israel quanto nos outros países. A visita de McCartney provocou um 'revival' da histeria da época -- rádios locais estão tocando músicas dos Beatles quase ininterruptamente nos últimos dias.

O embaixador israelense na Grã-Bretanha se desculpou formalmente em janeiro pelo tratamento dado à banda. Ele convidou McCartney e o único outro membro vivo da banda, Ringo Starr, a se apresentar no Estado judeu.

 
<p>Paul McCartney chegou a Israel nesta quarta-feira para uma apresenta&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica e faz o sinal de paz e amor com os dedos para os f&atilde;s que o seguiam pedindo aut&oacute;grafos. REUTERS/Gil Cohen Magen</p>