ESTRÉIA-Hartley retoma história de filme premiado em "Fay Grim"

quinta-feira, 25 de setembro de 2008 10:59 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O cineasta e roteirista norte-americano Hal Hartley revisita seus personagens de "As Confissões de Henry Fool" (1997) dez anos depois em "Fay Grim", que estréia em São Paulo e Brasília nesta sexta-feira.

Na década passada, o diretor se firmou como um dos mais conhecidos autores do cinema independente norte-americano, com obras como "Amateur" (1994) e "Flerte" (1995).

Apesar de morar na Alemanha há alguns anos, o cinema de Hartley continua na mesma linha -- flertando com a Nouvelle Vague, em especial com o estilo de Jean-Luc Godard, e trabalhando bem não apenas os diálogos como as situações visuais de seus filmes.

Em sua nova obra, é interessante descobrir o que andam fazendo os personagens de seu filme de "As Confissões de Henry Fool", que venceu prêmio de roteiro em 1997 no Festival de Cannes.

A personagem título, Fay Grim (Parker Posey, de "Superman - O Retorno"), continua neurótica e agora cria o filho (Liam Aiken, de "Desventuras em Série") sozinha, depois que o pai do menino, Henry Fool (Thomas Jay Ryan), matou acidentalmente uma pessoa e fugiu para o exterior.

O irmão da protagonista, Simon (James Urbaniak, de "Across the Universe"), acabou preso por ter emprestado seus documentos para essa fuga.

Fay não consegue lidar muito bem com o filho adolescente, que vive lhe trazendo problemas. Um dia, o menino é expulso da escola depois de mostrar um material pornográfico para os amigos. Os dois vivem às custas dos direitos autorais dos livros de Simon, cuja prisão o tornou mais famoso.

Todos pensam que Henry fugiu para a Europa, mas um agente da CIA (Jeff Goldblum, de "A Mosca") conta para Fay que ele morreu e que dois cadernos supostamente escritos por ele foram descobertos por autoridades francesas.

Fay é a única pessoa a quem as autoridades francesas podem entregar os cadernos, por causa de sua proximidade com Henry Fool. O interesse da CIA e outros espiões na obra vem do fato de que ali estariam ocultos segredos políticos.   Continuação...