Angelica Huston fala sobre seus papéis incomuns

quinta-feira, 25 de setembro de 2008 16:54 BRT
 

Por Jill Serjeant

LOS ANGELES (Reuters) - Em uma carreira no cinema que já se estende por quase 40 anos, a atriz premiada com o Oscar Angelica Huston já representou muitos personagens bizarros.

Pense em Morticia Addams de "A Família Addams", da Lilly em "Os Imorais" e da matriarca de "Os Excêntricos Tenenbaums".

Seu trabalho mais recente, a comédia negra "Choke", estréia nos EUA na sexta-feira. Huston faz uma mãe demente, que vive em um asilo, e cujo filho viciado em sexo faz de conta que está passando mal em restaurantes para receber apoio e dinheiro de outros comensais.

Huston, 57 anos, recebeu um Oscar pelo papel de filha de um chefão mafioso em "A Honra do Poderoso Prizzi" (1985). Ela conversou com a Reuters sobre sua atração por papéis incomuns e como atrizes de mais de 35 anos sobrevivem em Hollywood, um ambiente obcecado pela juventude.

P: Ao longo dos anos você já fez vários personagens estranhos. Esses papéis a atraem, ou você é vista como a atriz certa para eles?

R: Tenho tido a sorte de poder fazer minhas escolhas próprias e não ser guiada por muito senão meus instintos. Mas acho que costumo, sim, ser convidada para fazer certos tipos de mães, geralmente não as mães loiras e boazinhas. Elas são mães mais perigosas. No caso de "Choke", é uma mãe demente. Sempre é divertido encontrar o tom certo para representá-las.

P: O que a atraiu na personagem Ida, em "Choke?"

R: Achei a personagem fascinante e gostei da idéia de representá-la mais jovem e mais velha. Este filme nos faz refletir. Ele fala de como tentar satisfazer a fome enorme de amor, afeto e atenção, algo que o pobre Victor nunca vai receber de Ida.   Continuação...