25 de Setembro de 2008 / às 23:17 / 9 anos atrás

McCartney leva fãs ao delírio em show histórico em Israel

<p>Paul McCartney fez seu primeiro concerto em Israel na quinta-feira diante de dezenas de milhares de f&atilde;s delirantes. REUTERS/Gil Cohen Magen (ISRAEL).</p>

Por Allyn Fisher-Ilan

TEL AVIV (Reuters) - Paul McCartney fez seu primeiro concerto em Israel na quinta-feira diante de dezenas de milhares de fãs delirantes, 43 anos depois de os Beatles terem sido barrados no país devido ao medo de que pudessem corromper os jovens.

A segurança era intensa no Yarkon Park, em Tel Aviv, e a imprensa britânica disse que um militante islâmico ameaçou o ex-Beatle, enquanto alguns palestinos pediram que ele cancelasse a viagem devido à ocupação israelense da Cisjordânia desde 1967.

O cantor de 66 anos ignorou os pedidos, mas agradou em cheio a seus fãs palestinos durante sua visita à região, indo à cidade de Belém, na Cisjordânia, onde acendeu velas na Igreja da Natividade e fez votos de paz para os palestinos.

McCartney abriu o show em Tel Aviv com uma canção dos Beatles, “Hello Goodbye”, e dirigiu-se aos 40 mil fãs falando em hebraico e árabe a noite toda, além de inglês.

“Shalom Tel Aviv!”, disse ele, usando a saudação hebraica que também significa “paz”. O ex-Beatle desejou feliz ano novo à multidão, em hebraico, antes da festa do ano novo judaico na próxima semana, e desejou aos muçulmanos um bom Ramadã (o mês do jejum), em árabe.

Usando terno escuro e camisa cor-de-rosa, McCartney dedicou “My Love”, do álbum “Wings”, a Linda, sua mulher que morreu de câncer em 1998. E fez uma homenagem aos Beatles falecidos John Lennon e George Harrison.

Meninas adolescentes foram reduzidas às lágrimas, e as pessoas na multidão agitavam os braços ao som de quase duas horas de música ininterrupta, durante as quais o astro apresentou alguns de seus maiores sucessos.

Entre as canções favoritas estavam “Give Peace a Chance” e “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, que encerrou o show.

BEATLEMANIA

A visita de McCartney a Israel desencadeou uma nova onda de Beatlemania. Nos últimos dias as rádios do país tocaram canções da banda quase o tempo todo.

“Poder ver mesmo apenas um quarto dos Beatles é maravilhoso”, disse Gaya Yona, 16 anos, antes do concerto.

Ilan Yacobovich, 55, comentou que o show compensou pela proibição dos Beatles em 1965.

A rejeição brusca por parte de Israel de um pedido dos Beatles de se apresentarem no país, quando estavam no auge de sua carreira, foi por anos atribuída a Golda Meir, a primeira-ministra da época, que os teria considerado “uma influência corruptora”.

Mas o historiador cultural israelense Alon Gal disse que documentos mostram que foi uma comissão cultural hoje extinta, e não Meir, que tomou a decisão, depois de multidões de jovens terem ficado agitadas no início dos anos 1960 num show do roqueiro britânico Cliff Richard.

O embaixador de Israel na Grã-Bretanha pediu desculpas em janeiro pela rejeição aos Beatles, convidando McCartney e o outro sobrevivente da banda, Ringo Starr, a se apresentarem no país.

Durante sua visita, McCartney foi assediado pela imprensa quando visitou alguns dos lugares mais sagrados da região.

“Tudo o que precisamos é de paz e dois Estados”, disse McCartney a repórteres e turistas diante do santuário em Belém que é visto como local de nascimento de Jesus.

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