26 de Setembro de 2008 / às 14:40 / 9 anos atrás

Astros e estrelas assumem homossexualidade, obstáculos continuam

<p>Foto de arquivo do cantor Clay Aiken em Los Angeles. REUTERS/Lucy Nicholson</p>

Por Jill Serjeant

LOS ANGELES (Reuters) - O cantor Clay Aiken, do “American Idol,” saiu do armário timidamente esta semana em um mundo em que celebridades norte-americanas gays e lésbicas vêm se dando bem, mas ainda aguardam a companhia de colegas do primeiro time de Hollywood.

Quando se assumiu como gay em entrevista à revista People divulgada na quarta-feira, Aiken, de 29 anos, confirmou o que a maioria das pessoas no mundo da música pensa há bastante tempo.

Ele se juntou à popular comediante e apresentadora de TV Ellen DeGeneres, à atriz Cynthia Nixon, de “Sex and the City”, ao ator Neil Patrick Harris e outros que nos últimos anos admitiram publicamente sua orientação sexual.

Hollywood já evoluiu muito desde os tempos em que astros como Rock Hudson eram obrigados a guardar segredo de sua sexualidade. Mas assumir-se como gay ainda pode ser um risco, mesmo que não signifique necessariamente o fim de uma carreira, disseram observadores de Hollywood.

A atriz Lindsay Lohan e a DJ britânica Samantha Ronson vêm provocando comentários há meses com seu relacionamento, mas até agora Lohan vem evitando oportunidades de dar maiores esclarecimentos. Em entrevista à rádio esta semana, ela admitiu que as duas vêm “saindo juntas” há “muito tempo”, mas não deu maiores detalhes.

“Quase todos os que saíram do armário ficaram mais felizes por isso, e em quase todos os casos isso ajudou suas carreiras”, disse Howard Bragman, especialista em relações públicas em Hollywood.

“Mas o medo ainda está ali -- o medo dos fãs e dos estúdios. Sair do armário é mais fácil no mundo da música e geralmente é mais fácil para mulheres que para homens”, disse ele.

HORÁRIO NOBRE DA TV

Ao mesmo tempo em que aumenta o número de personagens gays em séries de TV, diminuo o receio de que atores homossexuais declarados sejam recusados para papéis românticos heterossexuais ou como astros de filmes de ação.

Harris representou um mulherengo na popular sitcom “How I Met Your Mother”, e Cynthia Nixon voltou às telas no filme “Sex and the City” em maio, depois de admitir um namoro de quatro anos com uma mulher.

Um estudo da Aliança Gay & Lésbica Contra a Difamação (GLAAD, na sigla em inglês) esta semana constatou que o número de personagens gays e bissexuais em seriados do horário nobre da TV americana aberta este outono mais que dobrou em relação a um ano atrás, chegando a 16.

Na entrevista à People, Aiken disse temer ser abandonado por suas fãs, em sua maioria mulheres. Mas o ex-cantor do ‘N Sync Lance Bass, que saiu do armário há dois anos, disse que duvida que isso aconteça.

Bass disse aos programa de TV Extra!: “Depois que saí do armário, passei a ter mais fãs mulheres.”

Mas aquilo que Bragman descreve como o “santo graal” - o dia em que um ator do primeiro time de Hollywood se declara gay -- ainda está distante.

“Que uma pessoa do primeiro time revele sua orientação sexual real ainda é um desafio neste país, porque ainda se pode ser despedido em mais de 30 Estados norte-americanos simplesmente por ser abertamente gay ou lésbica”, disse o presidente da GLAAD, Neil Giuliano.

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