Clint Eastwood desistir de atuar? Não conte com isso

sexta-feira, 3 de outubro de 2008 11:25 BRT
 

Por Michelle Nichols

NOVA YORK (Reuters) - Hoje em dia Clint Eastwood passa mais tempo atrás das câmeras, dirigindo seus filmes, do que atuando. Mas quem acreditou nele alguns anos atrás, quando Eastwood declarou que ia desistir de ser ator, pode se surpreender. Clint mudou de idéia.

O diretor premiado com o Oscar, que na quinta-feira estava no Festival de Cinema de Nova York promovendo seu filme mais recente, "Changeling", começou a atuar há mais de 50 anos e ficou famoso com papéis de caubóis e tiras durões.

Nos últimos anos, porém, Eastwood, de 78 anos, aperfeiçoou-se como diretor, tendo recebido o Oscar de direção por "Os Imperdoáveis" e "Menina de Ouro", além de indicações por "Sobre Meninos e Lobos" e "Cartas de Iwo Jima."

Eastwood disse que, apesar de ter declarado no passado que não pretendia voltar a atuar, se gostar de um papel ficará feliz em representá-lo. Na verdade, ele tem um novo filme, "Gran Torino", que chegará aos cinemas em dois meses e no qual ele faz justamente isso.

"Desde que 'Changeling' ficou pronto, este ano, já fiz outro filme no qual eu atuei, apesar de ter dito que não ia mais fazer isso", disse o diretor a jornalistas.

"Acho que comecei a dizer isso alguns anos atrás, mas então chegou 'Menina de Ouro', e eu gostei daquele papel", disse ele. "Agora fiz 'Gran Torino'."

Esse é seu primeiro papel como ator desde "Menina de Ouro", de 2004, mas o veterano de Hollywood disse que, depois de dirigir vários atores jovens em "Changeling," talvez devesse desistir de atuar -- novamente.

"Sempre me espanto ao ver como são bons alguns deles, ainda tão jovens. Eu mesmo levei séculos para aprender a dizer meu próprio nome", explicou.   Continuação...

 
<p>Clint Eastwood, que lan&ccedil;ou recentemente seu novo filme "Changeling", continuar&aacute; atuando em frente &agrave;s c&acirc;meras, apesar de ter dito h&aacute; alguns anos que iria se dedicar somente &agrave; dire&ccedil;&atilde;o dos longas. REUTERS/Fred Prouser</p>