Eleições nos EUA suscitam filmes politizados em Hollywood

segunda-feira, 6 de outubro de 2008 11:49 BRT
 

Por Alex Dobuzinskis

LOS ANGELES (Reuters) - Hollywood prepara para as próximas semanas uma série de filmes políticos que tratam de todos os temas polêmicos atuais, no momento em que a campanha presidencial dos Estados Unidos se aproxima do clímax.

Desde religião até patriotismo, direitos dos gays e a presidência de George W. Bush, os diretores estão divulgando abertamente suas posições políticas, usando comédia, fantasia e histórias verídicas para transmitir mensagens diretas aos eleitores norte-americanos que se preparam para escolher entre o democrata Barack Obama e o republicano John McCain em 4 de novembro.

"Existe a impressão agora de que esses filmes políticos podem fazer sucesso", disse Robert Thompson, professor de mídia e cultura popular na Universidade Syracuse.

Na próxima semana chegará aos cinemas dos EUA a cinebiografia satírica "W.", do diretor Oliver Stone, que se propõe a desconstruir a fé e o casamento de Bush e a fase que antecedeu a invasão do Iraque, em 2003.

Tom Ortenberg, produtor executivo de "W.", disse que os criadores do filme espelharam a sociedade, embora a data de lançamento do longa possa ser vista como tendo objetivos políticos.

"Não procuramos moldar a sociedade, mas a refletimos", disse Ortenberg. "O filme analisa como um homem como George W. Bush pôde tornar-se presidente, e, francamente, como qualquer pessoa pode tornar-se presidente."

A farsa "An American Carol", de David Zucker, e o documentário "Religulous", do apresentador de talk show Bill Maher, que zomba da fé religiosa, estrearam nos cinemas no mesmo dia da semana passada.

Criador das comédias de sucesso "Apertem os Cintos - O Piloto Sumiu!" e da série "Corra que a Polícia Vem Aí", David Zucker é ex-liberal que se tornou conservador.   Continuação...

 
<p>Vista noturna da entrada do local onde acontecer&aacute; o debate presidencial entre o republicano John McCain e o democrata Barack Obama, na Belmont University, em Nashville. REUTERS/Rick Wilking</p>