Guru das artes Saatchi abre nova galeria com mostra chinesa

terça-feira, 7 de outubro de 2008 13:18 BRT
 

Por Mike Collett-White

LONDRES (Reuters) - O influente colecionador britânico de arte Charles Saatchi está de volta depois de três anos longe das atenções públicas, abrindo uma grande galeria nova na zona central de Londres com uma exposição com obras de alguns dos artistas chineses mais cotados do momento.

O homem que apresentou ao mundo artistas britânicos como Damien Hirst e Tracey Emin estava praticamente ausente do cenário das artes desde 2005, quando sua galeria foi despejada de sua sede anterior, à margem do rio Tâmisa.

Agora ele está de volta com um enorme espaço novo para exposições no bairro chique de Chelsea, onde ele espera que o ingresso gratuito ao local imponente antes ocupado pelo Duque de York vá atrair interessados.

Os críticos elogiaram o imponente prédio de três andares, com interior de vidro e paredes brancas, e saudaram o retorno de um dos maiores nomes das artes contemporâneas. Mas a exposição inaugural, que será aberta na quinta-feira, atraiu reações ambíguas.

"A Revolução Continua: Arte Nova da China" é dedicada a artistas chineses, incluindo nomes já conhecidos como Yue Minjun, Zhang Xiaogang e Zeng Fanzhi, cuja pintura foi arrematada em maio por 9,7 milhões de dólares, um recorde para uma obra de arte asiática contemporânea.

Alguns críticos descrevem os homens amalucados e rindo criados por Yue ou os retratos cinzentos e estilizados de Zhang como arte repetitiva, até mesmo de "produção em massa."

Foram mais bem recebidas, de modo geral, as esculturas, especialmente uma instalação intitulada "Lar de Idosos", de Sun Yuan e Peng Yu, com 13 idosos em cadeiras de roda movimentando-se aleatoriamente por um grande porão.

A semelhança notável dos idosos com líderes mundiais falecidos converte o trabalho num comentário sobre as armadilhas do poder e do conflito. A galeria descreve a instalação como "paródia grisalha dos mortos da ONU".   Continuação...

 
<p>Nova galeria de arte Saatchi, em Londres. REUTERS/Luke MacGregor</p>